sexta-feira, 1 de maio de 2015

A SINDICALISTA QUE VIROU O JOGO DA TERCEIRIZAÇÃO

Minha Casa Minha Vida Entidades entrega condomínio construído em mutirão na Grande São Paulo .​


Com investimento de R$ 12 milhões, as 138 unidades da Vila São Miguel, em Itaquaquecetuba, são destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil

SÃO PAULO, HABITAÇÃO
José Nilton de Souza sentiu-se duplamente orgulhoso na entrega de 138 apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida Entidades na Vila São Miguel, em Itaquaquecetuba (SP), Grande São Paulo, neste sábado (25). Além de receber as chaves de um apartamento de dois quartos, ele participou dos mutirões da construção da vila. "Descobri que podia construir meu sonho e o de outras pessoas", afirmou ele, que trocou a profissão de mecânico para trabalhar como encarregado de obras da Vila São Miguel. 
Desde sábado, José Nilton substituiu um aluguel de R$ 350 por prestações mensais de R$ 45. Esta obra acabou, mas ele seguirá para o canteiro de obras de outro projeto de mutirão na mesma cidade. Demanda não falta. Hoje, mais 2,4 mil unidades do Minha Casa Minha Vida estão em construção na cidade. E segundo a prefeitura, em torno de 160 mil dos 330 mil habitantes da Itaquaquecetuba vivem em áreas de assentamento irregular (48% do total). 
Entre os sonhos que José Nilton ajudou a construir está o de Maria Aparecida Oliveira Souza,  que comemorou o recebimento das chaves no parquinho da vila com as filhas Isabelle, de 8 anos, e Ariel, 17. 
Depois da casa própria, seu novo projeto é montar um salão de beleza na região. "Nas redondezas não vi nenhum salão. Vou cuidar da beleza de minhas vizinhas e das finanças da vila, porque serei subsíndica." 
Para assumir a função no condomínio, Maria Aparecida fez um curso oferecido aos moradores pela CAIXA e o Centro de Promoção Humana e Cidadania, ONG parceira na execução do projeto.
Exemplo de cidadania
Na Vila São Miguel foram investidos mais de R$ 12 milhões, sendo R$ 6,7 milhões do Fundo de Desenvolvimento Social, R$ 5,2 milhões do governo paulista e R$ 590 mil do Centro de Promoção Humana e Cidadania, entidade organizadora do empreendimento. O condomínio é destinado a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.
A vila é composta por seis blocos de 20 apartamentos e um com 18. O projeto inclui três apartamentos adaptados para pessoas com deficiência, dois centros comunitários e parquinho infantil. Cada unidade tem 47 metros quadrados e varandas integradas às escadas, que proporcionam mais convivência. Há ventilações protegidas por redes mosqueteiras nas cozinhas e grades de proteção nas janelas dos andares térreos.
Para a superintendente nacional de Habitação Rural da CAIXA, Noemi Lemes, mutirões para a construção de moradias do programa Minha Casa Minha Vida Entidades são exemplos práticos de cidadania e solidariedade que contribuem para o desenvolvimento de municípios como Itaquaquecetuba. Mais do que imóveis, ressaltou ela, a empreitada cria novas perspectivas e oportunidades de vida. 
Projeto sustentável
Como exemplificou Noemi Lemes, o projeto da Vila São Miguel vai além do concreto. A sustentabilidade entrará no dia a dia dos moradores com a estação de tratamento de esgoto, caixa de retenção de água da chuva para evitar alagamentos e lixeiras para materiais recicláveis. A segurança também foi contemplada no projeto com cerca elétrica no muro alto.
Gás encanado, energia elétrica e água com medidores individuais vão orientar na economia doméstica. E a convivência, iniciada nos mutirões, continuará nos dois centros comunitários, no parquinho infantil e no belo jardim. Há ainda iluminação externa e transporte coletivo na porta.​

Inmetro quer melhorar fiscalização para evitar fraudes na bomba de combustíveis


  • 30/04/2015 16h47
  • Rio de Janeiro
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado
O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) manterá aberta até o dia 26 de junho consulta pública, inédita no Brasil, voltada para bombas medidoras de combustíveis líquidos, com o objetivo de aperfeiçoar a fiscalização e evitar fraudes contra o consumidor. O chefe da Divisão de Instrumentação, Software e Condições Ambientais do Inmetro, Marcos Trevisan Vasconcellos, disse que o projeto envolve a criação de uma série de mecanismos, principalmente criptografia, para conferir mais segurança aos instrumentos de medição. “É um algorítimo de proteção digital de dados que confere bastante segurança à nova bomba”.
Brasília - A Agência Nacional do Petróleo, durante fiscalização de um posto, divulga balanço da operação de combate a irregularidades no mercado de combustíveis do DF (Jose Cruz/Agência Brasil)
Inmetro pretende fazer com que consumidor saiba se está sendo enganado no momento em que estiver abastecendo o carro Arquivo/José Cruz/Agência Brasil
Com a medição criptografada, o Inmetro pretende que a verificação dos dados possa ser feita por meio de uma interface sem fio e acessível a qualquer cidadão. “A gente pretende que esse processo possa ser embutido em um aplicativo para celular outablet que possa se ligar com a bomba e o cidadão tenha a possibilidade de conferir se o abastecimento está correto no momento em que ele está acontecendo”. Essa verificação só é possível hoje em dia com técnicos do Inmetro ou dos institutos de Pesos e Medidas estaduais (Ipem). “Mas a gente quer ter mais transparência e controle em cima desses instrumentos, de modo que o cidadão possa fazer essa verificação também”.
Segundo ele, existem atualmente três tipos de fraudes em bombas de combustíveis. Uma delas é a adulteração química, quando é colocada na bomba uma substância que altera a qualidade do produto. Há também a fraude fiscal, que envolve a informação errada para a Receita Federal da quantidade de combustível vendido. A terceira é a fraude conhecida popularmente de “bomba baixa”. Ela ocorre no momento do abastecimento, aparecendo para o cidadão mais combustível do que realmente foi abastecido. Segundo Vasconcellos, é essa fraude que pode ser combatida com a criptografia e o consumidor, no momento do abastecimento, saberá se está sendo enganado por meio de um aplicativo no celular.
Ele explicou que a bomba dos postos tem um dispositivo que mede a quantidade do combustível que é abastecido. Essa informação tem que ir até o display da bomba. “Nesse caminho entre a medição do combustível e o display é que ocorre a fraude. Então, além de criptografar os dados no meio do caminho, a gente quer proporcionar acesso direto aos dados de medição, sem passar necessariamente pelo display. Já vai ser bem mais difícil com a nova bomba, mas se houver uma fraude no caminho até o display, isso vai ser evidenciado por meio dessa interface sem fio”.
O chefe da Divisão de Instrumentação, Software e Condições Ambientais do Inmetro disse que durante o grupo de trabalho que elaborou a minuta do regulamento para a consulta pública, os fabricantes concordaram que esses equipamentos precisam ser mais seguros contra as fraudes. “A minuta que está em consulta pública é produto de uma deliberação de todos os setores envolvidos”. A previsão é que a medida entrará em vigor no segundo semestre deste ano.
A presidenta do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro (Sindcomb), Cida Siuffo Schneider, já encaminhou a proposta do Inmetro à área técnica da entidade. Ela está no momento fazendo consulta aos próprios fabricantes das bombas para saber o entendimento deles sobre a portaria, que é extremamente técnica. “Aparentemente, tudo que for para evitar fraude é excelente, mas a gente precisa entender o que eles esperam disso e se, efetivamente, isso vai evitar fraude”, disse.