quinta-feira, 19 de julho de 2012

Falta de recursos emperra denominação de origem de café colombiano


A denominação de origem de café de Huila, na Colômbia, reconhecimento que permite ao grão desse departamento (Estado) ser vendido mundialmente de forma diferenciada por sua qualidade e sabor, não pode entrar ainda em vigência por falta de recursos para sua implantação.
 
Fernando Castro Palanía, delegado de Huila no Comitê Nacional de Cafeicultores da Colômbia, confirmou que apesar de a denominação de origem já ter sido outorgada, o grão produzido em terras de Huila, chamado "plus", não pôde ser implementado devido à escassez de recursos econômicos para alimentar os equipamentos tecnológicos que são instalados nos portos de entrada e saída de café e que detectam as qualidades e procedência do café, procedimento que teria um custo de aproximadamente 250 milhões de pesos (150 mil dólares).
 
O dirigente destacou que o Comitê Nacional de Cafeicultores da Colômbia se mantém a espera de que, por meio do governo do Estado, com a ajuda internacional, seja possível alimentar essa base de dados, de tal forma que possa ser possível, assim, defender a origem do café de Huila e detectar infrações e contribuir para fortalecer a reputação e a lealdade de seus clientes e consumidores.
 
"A denominação de origem em si já está pronta, legalmente já temos como aplicá-la em qualquer parte do mundo, uma vez que se demonstrou que esse grão de café que é produzido nos 35 municípios cafeeiros de Huila é obtido unicamente nesse departamento e em nenhuma outra parte. As suas características são claras. Nesse momento já temos a base física, isto é, toda a informação do nosso grão, no entanto, há alguns aparatos localizados nos portos, tanto de saída como de entrada de café, que são digitalizados e dependem de diversas condições para serem conformados, com o indicativo de onde provêm. Mas faltam esses dados serem alimentados", complementou.
 
CNC Café

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