As cotações futuras do café arábica tiveram alta significativa ontem na Bolsa de Nova York, novamente influenciadas por previsões de clima mais frio nas regiões de cultivo do Brasil, maior produtor mundial da commodity. O contrato para setembro subiu 2,1% e fechou a 125,30 centavos de dólar por libra-peso. Segundo analistas, as temperaturas em algumas regiões produtoras do País podem se aproximar de zero esta semana e existe o risco de geadas e danos aos cafezais.
O açúcar bruto avançou 0,7% na Bolsa de NY, após as chuvas do fim de semana na principal região produtora do Brasil e a expectativa de que o clima continue úmido esta semana. Chuvas costumam atrasar a safra porque equipamentos não conseguem entrar nos canaviais quando eles estão encharcados.
Já o suco de laranja subiu 1,1% em Nova York, com investidores se antecipando ao período mais intenso da temporada de furacões do Atlântico, que vai de meados de agosto até outubro. O governo dos EUA já reduziu em mais de 13% sua estimativa para a safra de laranja da Flórida, devido ao clima seco no Estado e ao greening, doença que provoca a queda prematura dos frutos. Um furacão poderia ser ainda mais devastador à produção, arrancando dos pés frutos que ainda não amadureceram. Por outro lado, o consumo do suco de laranja nos EUA continua baixo. Dados divulgados ontem após o fechamento do mercado mostraram que as vendas no país em junho foram as menores em mais de 11 anos.
Fonte: Angelo Ikeda, O Estado de S. Paulo Via Cenario MT
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