Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP avaliou 677 crianças que nasceram prematuras, pequenas para a idade gestacional ou com baixo peso, e identificou altas taxas de comprometimento comportamentais e emocionais. O estudo da psicóloga Adriana Martins Saur, do Departamento de Psicologia da FFCLRP investiga possíveis associações entre o desenvolvimento de crianças no que se refere a aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais e a relação com a prematuridade e peso ao nascer.
Tauana Boemer
Tauana Boemer

Pesquisa avaliou 677 crianças que nasceram prematuras em Ribeirão Preto
Comprometimentos comportamentais
Os resultados mostraram que crianças de muito baixo peso são mais hiperativas que os outros grupos. Além disso, o peso ao nascer não se mostrou associado ao desfecho cognitivo ou comportamental. Em relação aos sintomas emocionais, o grupo formado por crianças com baixo peso ao nascer apresentou mais problemas emocionais do que aquelas que nasceram com muito baixo peso ou peso normal.
No que se refere ao critério da prematuridade, este não se mostrou associado a nenhum dos três desfechos investigados e, em relação ao tamanho ao nascer, o estudo identificou que crianças consideradas pequenas para a idade gestacional apresentaram mais comprometimentos cognitivos, comportamentais e emocionais em comparação àquelas nascidas com peso adequado para a idade gestacional.
Em geral, as taxas de identificação de problemas comportamentais foram altas: 38,2% para problemas gerais e 53,9% para sintomas emocionais.
A tese Riscos biológicos e aspectos cognitivos, comportamentais e emocionais de uma coorte de escolares foi orientada pela professora Sonia Regina Loureiro, do Programa de Pós-Graduação de Psicologia da FFCLRP. O estudo recebeu Menção Honrosa no Prêmio CAPES de Teses 2013, na área de Psicologia. O evento de entrega dos prêmios acontecerá em Brasília, no dia 10 de dezembro, na sede da CAPES.
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