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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Roger Waters defende a causa palestina e sofre ameaça
domingo, 29 de abril de 2012
CAFÉ ARÁBICA DE QUALIDADE, QUEM AJUDOU.
No ano de 1997, Paulo Galvão era o prefeito de
Castelo, onde a economia girava em torno do café e da pecuária leiteira. Um dia
com ajuda do Frei João Constantino, da Ordem dos Agostinianos, trouxe a Castelo
o classificador de café Odilon Brasileiro, que por 40 anos foi provador e
classificador da Cooxupe, a maior e mais importante cooperativa de
cafeicultores do Brasil.
O objetivo era o de fazer uma volta pelas lavouras de
café e depois fazer umas indicações de como melhorar a qualidade para mais
adiante melhorar a remuneração no bolso do produtor.
Depois de fazer uma circulada, não somente por
Castelo, mas incluindo Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante, o seu Odilon
reuniu-se com os produtores e foi taxativo e direto:
-o que vocês estão produzindo não vale nada, não tem
qualidade.
A reação natural da platéia foi de se sentir agredida
e desconsiderada. Odilon, um homem experiente e conhecedor profundo da
atividade cafeeira, entrou novamente e em ação e disse que se eles mudassem um
pouco na condução das lavouras e também na colheita, certamente teriam um
resultado diferente do que tem obtido nas colheitas. Qualidade pode ser
traduzida como retorno financeiro no bolso.
Deixou dicas como fazer, conselhos para terem sucesso
na atividade e foi embora. Caminhando para o final do ano voltou e percorreu
novamente as propriedades que visitara antes. Colheu várias amostras da
colheita que estava ainda em andamento. Levou para Santos, que é o porto mais
qualificado e mais importante da cafeicultura brasileira, onde estão os
melhores e mais competentes classificadores de café do Brasil. Entregou as
amostras e não falou de onde elas eram. Quando o resultado chegou, Odilon disse
que as amostras eram do Espírito Santo. Ninguém acreditou, porque a fama da
cafeicultura capixaba é a de produzir o pior café do Brasil.
É desta época o início das conversas e da ação sobre
produção de café de qualidade nas montanhas capixabas. A ação de Paulo Galvão e
do seu Odilon Brasileiro, com a benção do Frei João Constantino e o trabalho
dos cafeicultores, deu partida na mudança de nossa cafeicultura de arábica.
De cadeira posso dizer que o estágio de nossa
cafeicultura de arábica tem o seu começo com Paulo Galvão, Odilon Brasileiro,
frei e os produtores que acreditaram que qualidade pode render no bolso. Hoje o
nosso Estado está deixando para a história o tempo que éramos conhecidos pela
péssima qualidade da nossas produção de café arábica. O hoje, com o
reconhecimento de que produzimos qualidade tem um pé no passado, quando alguns
sonhadores investiram e acreditaram na qualidade. A ação de Paulo Galvão,
Odilon Brasileiro, Frei João Constantino e o trabalho dos cafeicultores mudou a
história do café arábica, para melhor.
BREJETUBA
HÁ 16 ANOS A COMUNIDADE DE BREJETUBA PASSOU A SER UM MUNICÍPIO. DE UMA
VILA NORMAL E COMO, AS QUE ENCONTRAMOS PELO INTERIOR. MAS HOJE A REALIDADE É
BEM OUTRA. BREJETUBA É O MAIOR PRODUTOR DE CAFÉ ARÁBICA DO ESTADO, NA FAIXA DE
400 MIL SACAS, SENDO QUE A METADE É DE CAFÉ DE QUALIDADE SUPERIOR, O QUE
REFLETE POSITIVAMENTE NO BOLSO DO PRODUTOR E POR VIA DE CONSEQUENCIA NA
COMUNIDADE COMO UM TODO.
UMA PERGUNTA FICA NO AR: PORQUE E COMO ELES CONSEGUIRAM CHEGAR NESTE
PONTO, DE SEREM REFERENCIA NA PRODUÇÃO DE CAFÉ. DE TEREM UMA ESTRUTURA DE
DESCASCADORES E SECADORES DE CAFÉ, ADMINISTRADO DE FORMA COMUNITARIA?
EU TENHO UMA CONCEPÇÃO DE COMO BREJETUBA CHEGOU AO PONTO DE HOJE. MAS, NO
MOMENTO, PREFIRO FICAR COM A MINHA OPINÃO APENAS COMIGO. PRETENDO REGISTRAR
ALGUNS PASSOS QUE FORAM DADOS PELA COMUNIDADE AQUI NESTE NO
ronaldmansur.blogspot.com.
EU ESTIVE EM BREJETUBA NO DIA 27, SEXTA FEIRA NO DÉCIMO PRIMEIRO ENCONTRO
DE CAFEICULTORES DO MUNICÍPIO. UM SUCESSO DE PRESENÇA DE PÚBLICO E DE PALESTRAS
SOBRE O CAFÉ. VALEU A PENA IR. EM BREVE DETALHES DO ENCONTRO.
sábado, 28 de abril de 2012
MUDAR DE VIDA. QUEM É ARTUR CHINELATO 9.
Chinelato
falou que um proprietário foi a fazenda e o seu empregado logo lhe apresentou
uma imensa lista com produtos que já estavam faltando no currral, que inclusive
estavam afetando a produção, naturalmente que para baixo.
Chegando
de volta a cidade foi até o posto de venda da Cooperativa e pediu para o
encarregado ver quanto ficava em dinheiro o pedido do empregado lá da fazenda.
Assim
que chegou a conta, foi um estouro de raiva e de reclamação contra o preço do
leite e contra a Cooperativa que não lhe dava um preço melhor pelo leite. Mas
pouco participava da Coopetativa. Foi
falando e cada vez mais alto e foi juntando gente. Segundo Chinelato parecia
que iria fazer uma revolução. Já passava do meio dia e “nenhuma revolução se
sustenta com barriga vazia. O jeito era ir para casa.’’
Almoçado
foi ‘’fazer o que todos deveriam fazer, porque é a melhor coisa do mundo: tirar
uma soneca de 15 minutos. Logo ao acordar falou para a esposa que daquele dia
em diante mudaria a sua vida e a maneira de agir: de agora em diante somente
vou a propriedade quando o tirador de leite não estiver mais no curral.”, finalizou Artur Chinelato.
ABAIXO OS PEQUENOS. QUEM É ARTUR CHINELATO 8
- A desgraça do Mundo são os pequenos. Na agricultura,
na pecuária, no comércio e na indústria.
Disparou Artur Chinelato. Depois foi falando e provocando os
quase 500 pecuaristas que assistiam a sua palestra. Quando o pessoal já estava
querendo sair, ele volta e faz uma pergunta:
- O que é ser pequeno?
A platéia convidada a falar vai dando as suas
opiniões. São muitas as sugestões, até que um fala: ser pequeno é produzir
pouco.
Chinelato vai ao quadro e registra a frase. Logo sem
seguida convida o público a decidir quem era pequeno: uma propriedade de leite
que produzia 800 litros de leite por dia em 10 hectares ou uma propriedade com
que produzia 4.000 litros de leite com 1.000 hectares de terra.
O debate vai seguindo e Chinelato vai ao quadro e
multiplica a produção de leite por 365 e divide pela área, para encontrar a
produção hectare ano. Para a propriedade 10 hectares cada hectare produz por
ano 29.200 litros de leite e para a de
1.000 hectares a sua produção hectare ano é de apenas 1.460 litros.
O pequeno é aquele que não tem produtividade, não
aquele que produz uma pequena qualidade. A platéia sente um pouco aliviada, mas
a realidade que é possível aumentar a produtividade da nossa pecuária quando
olhamos a relação terra e leite produzido.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Sader: Lula provoca mais ódio que Vargas
Publicado em 24/04/2012
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Saiu hoje na pág. 2 da Folha (*):
(…)
A pesquisa – clique aqui para ler “Popularidade da Dilma não inibe Golpe contra ela” – ajuda a acalmar a ansiedade e a espantar os fantasmas de Lula, que, nas conversas com aliados, não para de reclamar da imprensa, da oposição e da “elite”. Quanto mais Dilma acerta e cresce, mais ele alimenta a paranoia de que tentam “desconstruir a sua imagem”.
Lula está absolutamente convencido de que foi o melhor presidente da história da humanidade, mas os adversários (entre os quais inclui a imprensa) não reconhecem. Insistem em dizer que o mensalão existiu, que ele impôs ministros que Dilma teve de defenestrar e que seu governo foi marcado por uma alegre convivência com fichas-sujas e oligarcas.
Ele não suporta ver a sua criatura se tornando mais admirada do que o criador. Sente-se injustiçado, senão perseguido, e reage com mágoa e rancor. Seu apoio à CPI é resultado desse sentimento: “doa a quem doer”, ou seja, “doa ou não em Dilma”.
O Datafolha é um bálsamo para as dores de Lula, que agora pode vangloriar-se pela escolha de Dilma como sucessora e continuar sentindo-se o “mais”, o “melhor”, o “mais amado”, o “candidato dos sonhos”.
Bálsamo para Lula, alívio para Dilma, que é cheia de dedos com Lula, ouvindo-o, reverenciando-o, mantendo-o no pedestal.
O resto é questão de tempo: até 2014, o “volta Lula” deve lentamente deslizar para o “fica Dilma”.
Suinocultores do Sul do Estado poderão vender carne para merenda escolar -
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