A compra da Amil pela americana UnitedHealth, por quase R$ 10 bilhões, anunciada na semana passada, coroou um ano recorde em aquisições de empresas brasileiras por grupos estrangeiros ou fundos de private equity também internacionais. Segundo levantamento da PwC, empresa de auditoria e consultoria, o número de aquisições de participação majoritária ou minoritária em empresas nacionais por estrangeiros dobrou desde 2006, passando de 106 para 209, até agosto.
Fernando Dantas
Fernando Dantas
Consumo
Para Alexandre Pierantoni
Ele aponta alguns dos principais segmentos de interesse dos estrangeiros: indústrias de alimentos, de bebidas, cosméticos, higiene e limpeza e serviços de saúde e educação.
O setor de infraestrutura também é visto pelos especialistas como alvo preferencial do capital internacional.
Mas incertezas e constantes mudanças regulatórias estão travando algumas operações. "Há uma preocupação dos investidores com a incerteza sobre a mudança de regras e o grau de intervenção do governo nas concessões", dizEtlin. Já a área de bens de consumo, na qual a interferência do governo é menor, está mais desimpedida.
Tendência
Para Luiz Aubert, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), "a venda de empresas brasileiras para estrangeiros faz parte de uma tendência crescente de desnacionalização da economia brasileira". Ele acha que, nesse processo, há perda em termos de tecnologia para o País.
A aquisição da Ypióca, anunciada em maio pela Diageo, maior destilaria do mundo (dona do uísque Johnny Walker e da vodca Smirnoff) é um exemplo. O negócio foi fechado por R$ 940 milhões e aconteceu após um ano de negociações entre a empresa britânica e a família Telles, dona da cachaçaria.
Já a rede de lojas de móveis Tok Stok foi adquirida pelo grupo americano Carlyle, por um valor estimado (oficialmente não foi divulgado) em R$ 700 milhões. A transação foi anunciada em setembro.
O Carlyle, maior fundo de participação em empresas do mundo, com patrimônio de US$ 156 bilhões, está atuando firme na área de consumo, varejo e serviços no Brasil.
Suas participações já incluem, além da Tok&Stok, a operadora de turismo CVC e a rede de loja de brinquedosRiHappy, entre outras. E em junho deste ano, a RiHappy, já controlada pelo Carlyle, anunciou a compra da concorrentePBKids. O valor da operação não foi divulgado.
A aquisição da Ypióca, anunciada em maio pela Diageo, maior destilaria do mundo (dona do uísque Johnny Walker e da vodca Smirnoff) é um exemplo. O negócio foi fechado por R$ 940 milhões e aconteceu após um ano de negociações entre a empresa britânica e a família Telles, dona da cachaçaria.
Já a rede de lojas de móveis Tok Stok foi adquirida pelo grupo americano Carlyle, por um valor estimado (oficialmente não foi divulgado) em R$ 700 milhões. A transação foi anunciada em setembro.
O Carlyle, maior fundo de participação em empresas do mundo, com patrimônio de US$ 156 bilhões, está atuando firme na área de consumo, varejo e serviços no Brasil.
Suas participações já incluem, além da Tok&Stok, a operadora de turismo CVC e a rede de loja de brinquedosRiHappy, entre outras. E em junho deste ano, a RiHappy, já controlada pelo Carlyle, anunciou a compra da concorrentePBKids. O valor da operação não foi divulgado.
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