quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Os 50 anos da legalidade em imagens


Movimento da Legalidade foi um episódio da história brasileira que ocorreu após a renúncia de Jânio Quadros da Presidência do Brasil, em 25 de agosto de 1961, e que reuniu diversos setores da sociedade defendendo a posse do vice-presidente, João Goulart, conforme previa a Constituição. O então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, iniciou este movimento de resistência pregando a legalidade, ou seja, a posse de João Goulart, o Jango, que se encontrava em viagem à China quando Jânio Quadros renunciou. Na defesa da Constituição, Brizola requisitou os equipamentos da Rádio Guaíba, da Companhia Jornalística Caldas Junior, e passou a transmitir os seus discursos da rede da legalidade, que funcionava nos porões do Palácio Piratini.

Claudio Fachel e Camila Domingues
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Nos 12 dias do período, a área central de Porto Alegre foi palco de grandes manifestações da população, ações da Brigada Militar para evitar um provável bombardeio, discursos inflamados do governador Brizola e encontros políticos. Os gaúchos, durante o Movimento, afirmaram ainda mais a cidadania e a sua vocação democrática.
O objetivo deste é oferecer, principalmente, aos estudantes pertencentes às redes estaduais de Ensino Fundamental e Médio, a história em imagens (fotos, capas de jornais e revistas e demais documentos) daqueles dias. A publicação tem fotos históricas, como a do Leonel Brizola, com a metralhadora na mão e um cigarro na boca, de autoria de um fotógrafo da Fatos e Fotos.
Para compor o Banco de Imagens deste livro, foi feita uma pesquisa no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, onde se encontram os acervos de revistas e jornais editados na época: Fatos e Fotos, Folha da Tarde, Manchete, Mundo Ilustrado, O Cruzeiro, Revista do Globo, Última Hora-RS.
Lembramos que a “Folha da Tarde”, que foi impressa até 1983, era um jornal da Companhia Jornalística Caldas, empresa adquirida em 1984 pelo empresário Renato Bastos Ribeiro, que instaurou o Sistema Guaíba-Correio do Povo e, posteriormente, comprada por Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. Já, o jornal Última Hora-RS, que circulava na época do Movimento da Legalidade, foi o precursor do jornal Zero Hora, do grupo RBS. Os dois foram extintos.

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