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sábado, 7 de janeiro de 2012

JORGE KUSTER JACOB, O POMERANO.


Tem gente que se preocupa com gente. Tem gente que pensa o futuro, vivendo o presente, mas com o olhar e o conhecimento do passado. Mas o passado não representa um amontoado de informações e de conceitos imprestáveis. Um passado que serve não como um ancoradouro de lamúrias e lamentações. Um passado que seja a base e um trampolim para o futuro. Agir individualmente, em primeiro lugar, depois em sequência, agir no coletivo. É assim a pessoa que é o título deste texto. 
Jorge agora nos brinda com mais um livro: Cidades Irmãs Pomeranas – Vila Pavão (ES) Espigão do Oeste (RO). São 116 páginas e uma leitura rápida que fornece base para começarmos a atender o que é o povo pomerano. Já na Introdução o autor responde a uma pergunta que a ele é sempre dirigida: por que você escreve tanto sobre os pomeranos? A resposta: sou pomerano e temos apenas 30 anos de pesquisa, de existência, de auto-definição cultural, de registros, de busca pela nossa identidade histórica e cultural. É pouco tempo para uma cultura tradicional e tão complexa.” 
Mas o que contem este livro? A indagação é correta e tem sentido. É preciso saber o conteúdo para decidirmos se vale a pena ler o texto. Jorge vai nos levar para fazer um passeio na História, rumo a Europa e depois rumo ao Brasil, em “viagens na maioria das vezes eram muito tristes, uma vez que crianças e idosos não suportavam a desidratação, enjoos e vômitos: os que morriam eram deixados no oceano.’’  Assim aconteceu com milhares de pomeranos rumo ao Espírito Santo, que após grande sofrimento na Europa, segundo o autor, ‘’agora tinham nas mãos seus sonhos: a terra prometida. Longe dos grandes centros, sem igreja, sem escola, sem assistência técnica, iniciavam uma nova vida. A grande conquista estava no fato de não mais serem servos ou escravos como na Pomerania.’’
No Espírito Santo os pomeranos vieram para Santa Leopoldina, subiram para onde é hoje Santa Maria do Jetibá e com a sina de migrar foram ocupando o Norte capixaba e também o Leste de Minas Gerais. Um povo que anda, que migra e que trabalha, trabalha e trabalha... Já no início da década de 60, novo êxodo, agora em direção ao Paraná. Mais alguns anos adiante Rondonia foi o destino. É aqui que Jorge nos traz fotografias e relatos marcantes, numa linguagem forte e sofrida, falando de seus amigos e familiares que tomaram a estrada rumo ao novo paraíso.
Neste espaço é quase impossível fazer um relato fiel às palavras registradas por Jorge. Melhor mesmo é abrir o livro e ir se deliciando com histórias e fatos. Cita que ‘’os primeiros pomeranos do Espírito Santo chegam a Rondonia em 1967. Foram os irmãos Martim Hollander e Artur Hollander que vieram de São Gabriel da Palha. Inicialmente queriam trabalhar numa serraria e assim conhecer Rondonia. No ano seguinte voltaram para sua terra natal e fizeram propaganda das belas matas, caça e terras que conheceram no então Território Federal de Rondonia.’’ Um livro único feito e lavrado por uma pessoa que é pomerana e que tem a sensibilidade e a  maestria para falar de sua gente. É como estar sentado e acomodado, apenas absorvendo a beleza e a força de quem sente na carne e na alma a migração de seu povo. Assim é o relato de Jorge Kuster Jacob.
Agora as Prefeituras de Vila Pavão e de Espigão do Oeste, em Rondonia, estabeleceram que serão cidades irmãs. O livro pode ser adquirido na loja do Hortifruti da Praia da Costa, Vila Velha, por 12 reais. Em tenho em mãos alguns exemplares que passo por 12 reais e mais a postagem do Correio, caso seja necessário.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CAFÉ CONILON EM RONDONIA, BAHIA, MINAS GERAIS, PARÁ, MATO GROSSO.



A safra cafeeira no estado de Rondônia em 2011 é estimada em 1.428.000 sacas, 39,7% inferior ao volume de 2.369.000 sacas colhidas na safra de 2010. O estado produz exclusivamente a espécie conilon.
Esta redução se deve a irregularidade das chuvas e às altas temperaturas registradas nos meses de julho, agosto e setembro de 2010. Tal situação induziu à formação de diversas floradas e em consequência uma maior desuniformidade na formação e maturação dos frutos.
A produtividade média do estado é estimada em 9,31 sacas por hectare, 39,2% inferior a obtida na safra anterior, quando foram colhidas 15,3 sacas por hectare. A redução da produtividade nesta safra se deve principalmente às adversidades climáticas e ao ciclo de baixa bienalidade.
O estado de Rondônia, nesta é o sexto maior produtor de café do País e o segundo produtor da espécie conilon. A produtividade média no estado é uma das menores do País. Tradicionalmente a produtividade dos cafezais no estado de Rondônia é baixa, devido a fatores como sistema de cultivo pouco racional, práticas inadequadas, elevados custos de insumos e da mão-de-obra, baixa fertilidade dos solos, indisponibilidade de crédito, veranicos, cafezais decadentes, entre outros. Tais fatores, aliados à baixa qualidade do produto (muitos defeitos), tem feito com que os agricultores do estado sejam pouco competitivos em relação aos produtores de outros estados.
A colheita do café no estado tem a seguinte distribuição: março 2,1%, abril 20,0%, maio 41,0%, junho 29,3%,julho 6,9% e agosto com 0,7%, meses em que ocorrem os menores índices pluviométricos.
BAHIA
A espécie conilon é cultivada na região Atlântico, em uma área de 24.939 hectares. A produtividade final nesta região ficou em 29,72 sacas por hectare.
COMENTÁRIO.
A produção de conilon no Brasil está distribuída nos seguintes estados:
ESPIRITO SANTO           8.494.000
RONDONIA                    1.428.300
BAHIA                                 742.100
MINAS GERAIS                  299.000
PARÁ                                   184.000
MATO GROSSO                 126.800
RIO DE JANEIRO                  13.000
OUTROS                                  9.500
TOTAL                          11.296.700
Tomar conhecimento do que está acontecendo nos estados que produzem conilon é importante para a nossa cafeicultura e para a nossa economia. O Espírito Santo produz 75% do conilon produzido no Brasil