Na ocasião, Kerry disse que o país árabe era fundamental para a paz no Oriente Médio
Charles Nisz
Charles Nisz
Um dos principais personagens da tentativa do governo norte-americano de iniciar um ataque à Síria, o secretário de Estado, John Kerry, nem sempre manteve críticas tão contundentes ao presidente Bashar Al Assad. Há cerca de quatro anos, em 2009, Kerry e Assad dividiram um “aconchegante” jantar em Damasco, com as respectivas esposas.
Com a crise política entre os dois países, começaram a surgir imagens na internet desse encontro. Segundo jornais europeus, como o inglês Telegraph e o italiano Corriere Della Sera, as fotos foram capturadas em fevereiro de 2009. Na época, Kerry, senador democrata pelo estado de Massachusetts, era presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA.

Kerry também defendeu abertura de embaixada dos EUA em Damasco
Kerry encontrou Assad pelo menos seis vezes, segundo informa o Telegraph
Durante um pronunciamento no Fundo Carneggie para a Paz Mundial, em março de 2011, Kerry discursou sobre a política externa norte-americana em face do chamado “despertar árabe” e as revoltas de Líbia, Egito, Tunísia, Bahrein, Irã, Iraque, Marrocos. Omã e Líbano. No entanto, Kerry não mencionou a Síria em sua fala.
Apenas dois anos depois do jantar, o cenário mudou drasticamente. Na segunda-feira (2), Kerry pediu apoio do Senado para permitir o uso da força pelo presidente Barack Obama. Segundo Kerry, a Síria chegou ao estágio “Munique”. O secretário fez referência ao acordo de Munique em 1938, considerado um apaziguamento de Grã-Bretanha e França ao avanço nazista sobre a Tchecoslováquia antes da II Guerra Mundial.
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