terça-feira, 12 de novembro de 2013

Um manifesto pela verdade

Num espaço de tempo muito breve o mundo aprendeu muito acerca de agências secretas irresponsáveis e acerca de programas de vigilância muitas vezes ilegais.

Edward Snowden
Em frente ao Capitólio, em Washington.
Algumas dessas agências tentam, deliberadamente, ocultar a sua vigilância até mesmo de altos responsáveis e do público. Apesar de a NSA e o GCHQ [1] parecerem ser os piores transgressores – é isto que sugerem os documentos actualmente disponíveis – não devemos esquecer que a vigilância em massa é um problema global que precisa de soluçõesglobais. 

Tais programas não são uma ameaça apenas à privacidade, eles também ameaçam a liberdade de discurso e as sociedades abertas. A existência de tecnologia de espionagem não deveria determinar a política. Temos um dever moral de assegurar que nossas leis e valores limitem programas de monitoragem e protejam direitos humanos. 

sociedade só pode entender e controlar estes problemas através de um debate aberto, respeitoso e informado. A princípio, alguns governos, sentindo-se embaraçados pelas revelações de vigilância em massa, iniciaram uma campanha de perseguição sem precedentes para suprimir este debate. Eles intimidaram jornalistas e criminalizaram a publicação da verdade. Nesta altura, o público ainda não era capaz de avaliar os benefícios das revelações. Eles confiavam nos seus governos para decidir correctamente. 

Hoje sabemos que isto foi um erro e que tal acção não serve o interesse público. O debate que quiseram impedir agora está a acontecer em países de todo o mundo. E ao invés de fazer dano, os benefícios societais deste novo conhecimento público agora são claros, uma vez que já são propostas reformas na forma de maior supervisão e nova legislação. 

Os cidadãos têm de combater a supressão de informação sobre assuntos de importância pública vital. Contar a verdade não é um crime.
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