Inicio este texto, relembrando aos que tem bom senso e estudaram um mínimo da história nacional, que a situação de muitos brasileiros, vivem hoje o que viveu sua família durante gerações e que apenas recentemente com os programas sociais, conseguiram alguma melhoria na condição social, usando a redistribuição de renda como alavanca para este objetivo de diminuir, ou até mesmo, erradicar a pobreza extrema.
Fernando Colhado

Não vou me manter em dados óbvios que demonstram as melhorias, apenas este link
http://www.mds.gov.br/bolsafamilia , que específica o que é uma daspolíticas sociais mais abrangentes e positivas aos cidadãos que necessitam de apoio do Governo.
Diferente de comentários da classe média brasileira que usa argumentos como ” Isso só traz mais vagabundos porque não querem trabalhar” ou ” Fazem filhos só para receber o Bolsa Famíla”, tenho que dizer o seguinte. Primeiramente, o fato de haver desemprego está relacionado a questão do mercado de trabalho competitivo e desigual, que fez da educação um dos seus tentáculos, não tendo a educação, sua essência de desenvolvimento humano e a consequente evolução. O mercado de trabalho competitivo procura apenas os preparados nos requisitos que mais necessitam nas salas de aula, mas é preciso lembrar que o número de estudantes nas faculdades ainda é baixo, mas que teve um aumento com o ProUni, segue link: http://prouniportal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=138:o-que-prouni&catid=23:informas-aos-candidatos , mas ainda é preciso qualificar os ensinos anteriores, como o fundamental e o médio, isso quanto ao ensino público, propiciando a igualdade de competição no mercado de trabalho.
Apesar de ser contra qualquer forma de competição, pois defendo o apoio mútuo, inicialmente, garantir a educação que se precisa, ajudará a diminuir o desemprego, com esta educação mercadológica. É evidente que a educação precisa tomar outros rumos para a construção e fortalecimento da justiça social que também passa na questão da terra, mas não resolvida devido a interesses de exploração da terra e de um Projeto Nacional como os demais projetos de desenvolvimento do país, onde apenas os capitalistas são favorecidos. A terra em questão, que deveria ser usada na reforma agrária, e por conseguinte, diminuir ou erradicar as demandas por terra, é empregada no plantio de cana-de-açúcar para a produção do Etanol. A questão das moradias se torna ainda pior, quando se trata da construção de Usinas e no caso da comunidade Pinheirinho que sofreu de forma militarizada, o despejo de seus moradores.
É muito fácil a classe média brasileira reclamar, utilizar discursos de ódio e de segregação que faz parte do sistema capitalista exploratório e de ampliação das desigualdades, quanto aos programas sociais, por simplesmente, terem um lugar seguro para dormir, terem comida em suas despensas, carro para trabalhar, ter diploma, um salário médio ou alto e utilizar-se da educação e saúde do serviço privado, pois infelizmente, a melhor condição destes serviços básicos está em mãos de empresas privadas.
A classe média despeja o ódio contra os programas sociais, sentindo-se ameaçada por viver mais próxima da ascensão social destas famílias, ao viver próxima de quem “vive lambendo as botas”, em outras palavras, da elite que é lacaia dos estrangeiros.
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