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quarta-feira, 7 de março de 2012

Produtores de uva e vinho de Santa Teresa se preparam para visita à vinícolas do Rio Grande do Sul


NOTÍCIA BOA É PARA SER DIVULGA E ELOGIADA, CONFIRA.



Produtores de uva e vinho
 de Santa Teresa se preparam para
visita à vinícolas do Rio Grande do Sul
Distribuição de vinho na Carretela da Festa do Imigrante Italiano:  Santa Teresa é
disparada a maior produtora de suco de uva  e vinho no Espírito Santa com 80% da produção
Fabricio Ribeiro
Assessoria PMST

Com informações de Bruno Lyra

Já consolidada como vanguarda estadual da produção de uva, suco e vinhos, Santa Teresa está longe de se acomodar. E quer aprofundar ainda mais na arte e na técnica da vitivinicultura. De olho até em mercados mais amplos.

E para crescer é indispensável o conhecimento. E é com essa intenção que nos próximos dias 10 à 14 de abril, o município irá promover uma nova missão técnica a Serra Gaúcha, terra das principais vinícolas e de plantios de uva do país. A região conhecida como Vale do Vinhedos é a referência do setor no Brasil, com produtos posicionados, inclusive, no mercado internacional.

Segundo o secretário Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, Jorge Natali, a comitiva que participará da missão será composta por 10 proprietários de vinícolas e fábricas de suco, todos eles integrantes da Associação de Produtores de Uva e Vinho (Apruvit). A iniciativa conta com a parceria do Sebrae.

Secretário Jorge Natali 
“O grupo irá até a cidade de Bento Gonçalves, além de diversas localidades no Vale dos Vinhedos, onde se localizam as agroindústrias de referência no setor. Vão visitar também as indústrias que produzem os equipamentos para a produção de vinho e suco da uva”, revelou.

Lembrando que outras três visitas já foram realizadas, Natali disse que o objetivo é não apenas adquirir novas técnicas como também conhecer as tecnologias que estão na vanguarda da produção e podem dar pistas para as agroindústrias de Santa Teresa.

Cerca de 80% da produção do suco, uva e vinho do Estado está concentrada no município. Já são 700 toneladas de uva, 130 mil litros de vinho e 30 mil litros de suco por ano. Em 2005 foi criado o Pólo da Uva e do Vinho.

“Na época eram produzidos 30 mil litros de vinho anualmente e não havia fabricação de suco. Tinha 11 hectares de videiras plantadas, espalhadas em 17 propriedades. Hoje são mais de 45 hectares e cerca de 95 produtores. Houve uma grande expansão ”, observou o secretário.

Já o prefeito Gilson Amaro comemora o fortalecimento do setor e destaca o esforço do Poder Público. "Estamos trabalhando em parceria, seja na assistência técnica, em convênios e repasses de recursos e na promoção de eventos. A uva e o vinho é um setor já de destaque na economia municipal e uma marca para o turismo", apontou.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

SANTA TERESA, O RESGATE


Santa Teresa é a cidade mais italiana do Estado, em todos os sentidos. Algumas construções, do tempo dos primeiros imigrantes que lá chegaram ano de 1874, ainda se sustentam. Um olhar mais atento no que vem sendo feito em Santa Teresa, por parte de sua população, indica uma esperança no que diz respeito a preservação de nossa História.
Na culinária muitas famílias ainda seguem mantendo o padrão e tradição dos antepassados, com o agnoline, tortei de abobora, polenta com lingüiça, macarrão e torta todesca. Podemos citar também a produção de uva para a produção de vinho e para o consumo in natura, vem ganhando destaque e importância.
O modo de agir da população como um todo, revela uma característica interessante, parece que vive num conflito latente e constante entre pessoas e grupos. Mas esta observação é fruto de anos e anos de uma proximidade que mantenho com a cidade. É uma marca teresence.
Este conjunto de situações vem agregado a ação de empreendedores locais, de que é sempre possível preservar, viver e sobreviver com os valores do passado.
A tradição do vinho, que os imigrantes trouxeram da Itália e que aos poucos foi se perdendo, ganha força na ação de famílias que tiveram os seus esforços ajudados e incentivados por programas da municipalidade, do Sebrae e do Estado. Ter mantido acesa a chama do passado, ao preservá-lo, deu a base para que hoje muitos ganhem a vida com dignidade e competência. O imigrante não tendo a uva, fez da jabuticaba, a sua uva. Fez o vinho que encanta o turista. Revela o empreendedor nato, que viu a possibilidade de substituir uma tradição milenar, que ficou distante na velha Itália. Uma lição de coragem e adaptação Numa nova terra, longe de Pátria original, o fato concreto e real é viver a realidade e dela tirar o melhor partido. Assim a segunda Pátria para os imigrantes, mas a Pátria verdadeira para os seus descendentes.
São as pequenas cantinas familiares e artesanais que vão se consolidando, gerando produção, trabalho e renda. É aqui que a ação visando o bem comum, deixa de lado as desavenças familiares e políticas, ficam apenas como referencias históricas. É comum vermos nos rótulos nomes como Melicio, Rasseli, Labiata, Mattiello, Romagna, Tomazelli, Ziviani, Caravaggio e Brum. O tempo de hoje é tempo de ação e exige estender a mão para a coletividade e aos turistas. Muitos estão fazendo as suas compras de garrafas e embalagens em conjunto, o que possibilita um custo menor. Eles estão fazendo cursos e viajando em busca deconhecimento.
Mas é de lá o maior e o mais importante capixaba fruto da imigração. É lá que se encontra o Museu Mello Leitão, idéia, criação e trabalho de Augusto Ruschi, o homem que viveu na floresta e fez dela a sua vida, Ruschi conseguiu ver muito mais longe, bradou em defesa da Natureza. Lia o futuro auxiliado pela beleza guiado pela beleza das orquídeas e bromélias, com velocidade dos beija flores. 
A gente descobre Santa Teresa indo lá e convivendo com a sua população. Um amigo, Walter Pianna, que também anda por lá, certa vez me disse que Santa Teresa teria grande futuro se escolhesse bem os seus parceiros. Aliás, Pianna me fez um desafio: registre as boas coisas que a comunidade faz. Foi fácil, porque eles escolheram o trabalho e a competência. A História eles herdaram. Nestes tempos modernos, com o individualismo fazendo as suas vítimas, sempre será possível agir em comunidade e por ela.