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sexta-feira, 2 de março de 2012

COLOCAR EM RISCO O FUTURO



Reunião de família.
Todos presentes.
Pauta: 
- lançar mão na poupança para ajudar um parente com problemas financeiros.
Amplo debate, mas apenas os filhos e a filha têm direito a voto. Eu e Eliane somos platéia.
Augusto, 17 anos, CONCORDO.
Vinícius, 14 anos, ESTANDO NOSSO PARENTESCO EM DIFICULDADE FINANCEIRA, PODENDO AJUDAR, VAMOS AJUDAR. CONCORDO.
Helena, 9 anos, VOCÊS VÃO COLOCAR EM RISCO O MEU FUTURO. CONCORDO.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

NA BUSCA AOS SUIÇOS DE RIO NOVO DO SUL -1



Um dias desse me perguntaram qual o motivo que me levava a pesquisar e falar sobre a imigração suíça, inclusive escrevendo alguns textos. O interlocutor ainda me reafirmava a minha condição de descendente de libaneses. A questão que me foi colocada tem a sua razão de ser, eu acredito, mas não me interessa muito.
O meu interesse sobre os suíços começa com o meu casamento com Eliane, que é descendente de Frederico Stauffer e Anna Maria Kobi Stauffer, depois vieram o Laiber, Scherrer e Scheidegger. Depois veio o livro Viajantes Estrangeiros no Espírito Santo, de Levy Rocha, onde ele relata a vinda ao Estado em 1860 de Johann Jakob Von Tschudi, para ver a situação dos seus patrícios que vieram no ano de 1856. Tschudi percorreu todo Brasil onde havia imigrantes suíços.
De posse destes dois nortes, casar com uma descendente dos imigrantes suíços e o livro de Levy Rocha fui a campo fazer uma grande viagem que todos os dias tem novos passos. A caminhada já tem quase 40 anos. Em tempo neste intervalo apareceu lá em casa Augusto- que trouxe Rihan e Yasmin, Vinícius e Helena. Depois eu conto mais...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

MEPES



A sigla que está acima deste texto que dizer- Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo. Muitos sabem o que o Mepes, mas nem todos. O Mepes trabalha com educação rural, tem um Hospital em Anchieta e também algumas creches.

Em 1993 editei um livro: Mepes 25 anos, conversa franca, amizade longa, o nosso testemunho e a nossa esperança. O livro foi de autoria coletiva e familiar: Ronald Mansur, Eliane Staufferde Andrade Mansur, Augusto de Andrade Mansur, Vinícius de Andrade Mansur e Helena de Andrade Mansur.

Em breve, após postar as histórias do livro No caminho da roça aqui fala quem faz. Jornal do Campo 20 anos e outras história, vou postar os textos do livro do e sobre o Mepes. Me aguardem.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

PACTO E FORMA



Tem certas coisas que a gente ouve, vê, participa e até mesmo passa a tomar conhecimento por meios de terceiros, que nos faz carregá-las para sempre. Vira e mexe tá aquelas ‘’certas coisas’’ a batucar diretamente na nossa cabeça. Comigo este fato sempre acontece com frequência. Eu não sei se é por dever de ofício de ser jornalista - temos ouvir muito mais do que falar ou registrar – é juntar a quantidade para tentarmos chegar a uma qualidade.
 Não faz muito tempo a filosofa capixaba Viviane Mosé, em entrevista a Jô Soares, comentou que existem duas situações no cotidiano das pessoas e dos grupos, que mostram com clareza o relacionamento e forma que se leva a vida. Viviane com a sua habilidade verbal, de quem está acostumada e vivenciada no contato com grupos de pessoas, falou sobre a forma e o pacto.
Segundo ela forma é uma situação onde a relação entre as pessoas é baseada numa ilusão de ótica. Pelo menos foi o que entendi. Seria uma situação em que duas pessoas estivessem conversando normalmente. Mas uma terceira pessoa ao presenciar aquele encontro, poderia imaginar o paraíso. São gentilezas, elogios, massagens nos egos e todos belos adjetivos imagináveis.  
No que diz respeito ao pacto, Viviane me levou a imaginar um confronto feroz de idéias, pontos de vista e posições sobre determinado assunto. Quem chegasse repentinamente e desavisado, logo imaginária que de uma hora para outra iria presenciar um confronto que saltaria das palavras e dos argumentos, para a confrontação física. Um duelo estava para começar e certamente teria vítimas.
Fico a imaginar com relação ao item da forma. Quantas e quantas vezes pessoas convivem e se relacionam dentro da forma da mentira, mas revestida de um caráter cretino e mesquinho. Um superior hierárquico falando para o subordinado de uma forma carinhosa, quem escuta apenas parte da conversa, não imagina que mais tarde vai ficar sabendo de ali estava sendo consumada uma demissão, ou como se diz no popular: estava sendo iniciada mais “fritura”. Existe a situação em que o subordinado em relação ao superior hierárquico estava apenas a fazer o jogo da forma visual, mas com o objetivo de ir sempre um pouco mais adiante – do tipo engana que ele gosta.
Viviane quando voltou a falar do pacto, fiquei a imaginar e disto sempre volto a imaginar as relações entre pessoas, delas com os chefes, nas famílias ou nas empresas. Imaginei confrontos e debates quando se tem como ponto principal o pacto, que aqui poderia ser substituído por meta, compromisso, objetivo comum ou coisa que o valha e, ou que tenha o mesmo significado de estamos efetivamente no mesmo barco.
Sempre me vem à memória a figura do agricultor filósofo João Martins, lá de Cachoeirinha, Rio Novo do Sul, que tem uma casa que dá fundos para um rio que é abastecido por um grande número de nascentes, sendo que muitas destas nascentes são de áreas que o seu pai Marcelino começou a reflorestar há mais de 80 anos, mas que ele pactuado com a visão do pai vai seguindo plantando. Este mesmo João Martins, outro dia vendo uma manifestação de um pequeno grupo estudantes em frente à Assembléia Legislativa, foi rápido e taxativo: precisamos de gente que abracem as causas. Eu entendi como: precisamos de mais pactos de gente. Lá estava meu filho Vinícius de Andrade Mansur, era um no pequeno grupo.
 Viviane, obrigado pelas palavras e pelo teu sentimento na entrevista com Jô Soares, mas estou na expectativa de que volte ao tema, e que o faça crescer e que todos nós o espalhemos.
ronaldmansur@gmail.com