sexta-feira, 29 de junho de 2012

Incaper oferece curso avançado em ArcGIS no Estado





Incaper
Doze profissionais do Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo (Geobases) participaram, nos dias 25 e 26 de junho, do curso avançado Trabalhando ArcGIS com Network Analyst. O curso ocorreu no auditório do Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest).

O treinamento é direcionado para grupos que estão incluídos nos seguintes níveis de usuários: os que desfrutam dos dados diretamente do sistema e quando demandam orientações; as pessoas que executam serviços ou trabalhos dentro do Geobases; os que estão iniciando o trabalho com softwares de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) para a execução independente de atividades dentro de suas unidades e os que já são experientes no uso de software de SIG e pleiteiam cursos avançados.

Participaram da abertura do curso o diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e secretário executivo do Geobases, Evair Vieira de Melo, a diretora técnica do Prodest, Maria Sylvia Marques Abaurre, o coordenador técnico do Geobases, Leandro Roberto Feitoza, dentre outras autoridades.

“O Geobases, em seu papel de viabilizar o processamento de informações geoespaciais no Estado, vem promovendo um instrumento de apoio sem precedentes aos grandes projetos/ações que estão alinhados com os eixos estratégicos do Plano de Governo 2011 – 2014”, afirmou o diretor-presidente do Incaper e secretário executivo do Geobases, Evair Vieira de Melo.

“Com esse curso encerramos o ciclo de treinamentos programados para o primeiro semestre deste ano. As demais capacitações, em serviço de nível um e dois, sempre farão parte dos serviços cotidianos a serem proporcionados pela Unidade Central de Gestão do Geobases, localizada no Incaper”, apontou o coordenador técnico do Geobases, Leandro Roberto Feitoza.

Os profissionais que participam desse curso são provenientes das seguintes nove instituições integrantes do Geobases:

Companhias de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV)
Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Iema
Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural - Incaper/Geobases/Unidade Central
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)
Prefeitura Municipal de Linhares
Prefeitura Municipal da Serra
Prefeitura Municipal de Vitória
Prefeitura Municipal de Aracruz
Instituto Federal do Espírito Santo – IFES

O sistema Geobases

O Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo (Geobases) é um sistema multi-institucional, já em amplo uso no Estado, que foi constituído na modalidade de adesão, a partir da celebração do Convênio de Cooperação Mútua em 2001, integrando instituições públicas e privadas de diferentes áreas de atividades, para composição, manutenção, utilização e compatibilização das informações geoespaciais básicas do Estado do Espírito Santo.

O sistema integra esforços de 96 instituições e possui aproximadamente 300 camadas de diferentes dados cobrindo todo Espírito Santo. Eles estão disponíveis para uso online, o que o torna um instrumento estratégico no apoio a construção de políticas públicas.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação – Incaper
Eduardo Brinco/Juliana Esteves/Luciana Silvestre
Texto: Eduardo Brinco
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Sol predomina no último fim de semana de junho




Incaper
O mês de junho, que marca o início do inverno, termina neste fim de semana com predomínio de sol no Espírito Santo. É o que prevêem os meteorologistas do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

No sábado (30), sol com algumas nuvens. Há possibilidade de chuva passageira apenas no litoral do extremo norte. As temperaturas permanecem estáveis. Mínima de 11°C e máxima de 24°C na Região Serrana. Termômetros entre 16°C e 30°C nas outras regiões.

No domingo (01/07), há previsão de chuva passageira nas áreas próximas ao sul da Bahia. Tempo aberto nas demais regiões. As temperaturas devem variar entre 12°C e 24°C na região serrana, e de 17°C a 30°C nas demais regiões.

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Texto: Juliana Esteves
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Incaper realizará curso de adequação ambiental de propriedades rurais em São José do Calçado





Incaper
Entre os dias 3 e 6 de julho, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realizará o curso de adequação ambiental de propriedades rurais em São José do Calçado. O curso contemplará 15 jovens agricultores que, além de terem aulas teóricas, também visitarão uma propriedade de produtores beneficiados pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário, que está de acordo com as normas ambientais.

As atividades serão realizadas na escola Ercílio Cordeiro, em Alto Calçado, distrito do município. Ao todo, a carga horária será de 24 horas, contando com a visita prática a uma propriedade rural, marcada para o dia 19 de julho. O chefe do Escritório Local de Desenvolvimento Rural, Alcélio Lamão Lazzarini afirma que, atualmente, a maioria das propriedades rurais não estão ambientalmente adequadas, o que evidencia a relevância do curso. “O objetivo é mostrar ao produtor que é possível conciliar a produção agropecuária com a preservação ambiental”, diz.

Baseadas no Código Florestal vigente, as aulas abordarão temas que possam instruir os agricultores a adequarem suas propriedades à legislação ambiental. Serão levados em conta assuntos como controle de erosão, área de proteção permanente (APP), reserva legal, entre outros.

O curso de adequação ambiental de propriedades rurais é uma realização do Incaper, da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Prefeitura Municipal de São José do Calçado e da empresa Vargas Consultoria e Serviços LTDA.

Informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação – Incaper
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Texto: Mariana Bergamini
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Comissão incentiva diversificação agrícola e produção de alimentos limpos em Jaguaré



29/06/2012 - 13h31min


Incaper
Tecsocial dá apoio à comisão em Jaguaré
Com o objetivo de incrementar a economia dos produtores rurais por meio do estímulo à diversificação da produção agrícola, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Prefeitura Municipal de Jaguaré criaram uma comissão municipal de apoio à agricultura familiar.

Para incentivar essa diversificação, o Projeto de Estruturação e Fortalecimento dos Setores Produtivos da Agricultura Familiar do Norte do Espírito Santo (Tecsocial) está envolvido na organização desta comissão. Nela, os representantes vão estimular o potencial na produção de alimentos, diversificar a cultura e promover agregação de valores e produtos. Hoje a cafeicultura é a principal atividade econômica de Jaguaré.

O primeiro passo é formalizar a lei do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), para que os produtores possam comercializar os produtos de origem animal nos programas de Governo. “Nossa ação é definir o papel da Vigilância Sanitária e do Serviço de Inspeção Municipal. Precisamos explicar que são serviços diferentes. Produtos de origem animal devem ser discutidos com a inspeção municipal da Secretaria de Agricultura. Já os de origem vegetal, com a Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Saúde”, explica Pierângeli Aoki, coordenadora do Programa de Comercialização da Agricultura Familiar do Incaper. “Em seguida, é necessário oferecer aos agricultores as informações necessárias para que eles tenham acesso aos recursos disponíveis”, complementa.

Outra questão que deve ser tratada pela comissão de apoio à agricultura familiar refere-se à utilização de agrotóxicos nas lavouras. Além da diversificação, os produtores rurais serão incentivados a produzir alimentos mais limpos, inserindo-se nos conceitos de agroecologia e garantindo mais segurança alimentar e nutricional tanto de quem produz como de quem consome. Além do Incaper e da Prefeitura de Jaguaré, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e os bolsistas que atuam no Tecsocial estão envolvidos na comissão.

O que é o Tecsocial?

O Projeto Estruturação e Fortalecimento dos Setores Produtivos da Agricultura Familiar do Norte do Espírito Santo (Tecsocial) tem como objetivo o fortalecimento das organizações sociais dos agricultores familiares e comunidades tradicionais, contribuindo na agregação de valor e comercialização de seus produtos em diferentes mercados. Dessa forma, ajuda a promover o desenvolvimento rural sustentável.

O Tecsocial é executado pelo Incaper, em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação, Educação Profissional e Trabalho (Sectti), com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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EM COLATINA - Casais realizam sonho do matrimônio neste sábado na Praça Sol Poente



Este sábado (30) é um dia especial para 59 casais que vão dizer o “sim” no casamento comunitário, realizado pela Prefeitura de Colatina e que acontece na Praça Sol Poente, em Colatina, a partir das 16 horas. Os casais foram selecionados para participarem do casamento após preencherem alguns requisitos e se inscreverem na Secretaria de Assistência Social, no último mês.
 
Para a secretária de Assistência Social, Júlia Deptulski, o casamento comunitário mexe com o sonho dos casais, e para a Prefeitura é um prazer realizar este tipo de projeto. “Casar é o sonho de muitos casais e pensando nessas pessoas que não puderam ainda concretizar esse sonho, nós elaboramos este casamento comunitário. Esse é um projeto de cidadania, já que é sem custo para os casais e beneficia toda a família”. 
 
Os casais que irão oficializar a união serão abençoados por um padre ou um pastor, a escolha do casal. A união será realizada pelo Juiz de Paz, César Romero Rezende. Durante a cerimônia os casais terão a apresentação dos músicos Josué e Gesy (maestro da banda Walfredo Rubim). Após a cerimônia será a vez de Diorgem Jr e Beto Lino se apresentarem.
 
O evento é um projeto da Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, que visa beneficiar famílias de baixa renda que possuem o sonho de oficializar a união estável, mas não tem condições financeiras para realizar este sonho.
 
Texto: Danyara Corona
Foto: PMC/Laércio Signorelli
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Prefeitura Municipal de Colatina
Secretaria Municipal de Comunicação Social
Av. Ângelo Giuberti, 343 – Esplanada – Tel.: 3177-7051
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Café da Colômbia tem que cair para recuperar mercados--analistas




GENEBRA, 28 Jun (Reuters) - A Colômbia provavelmente reduzirá o preço do seu café para conseguir recuperar os mercados perdidos após sua pior safra em três décadas, disseram analistas na quinta-feira.
A Colômbia é uma grande produtora dos cafés tipo arábica, de alta qualidade, e historicamente consegue valores mais elevados para esse produto do que os países concorrentes.
Mas nos últimos três anos as safras ficaram abaixo das metas, levando os torrefadores a buscarem alternativas mais baratas de exportadores rivais, como Brasil e Guatemala, segundo analistas.
"Não sei se a Colômbia será capaz de obter diferenciais elevados enquanto disputa participação no mercado", disse Judy Ganes-Chase, presidente da J.Ganes Consulting, durante uma conferência. "Há outras grandes variedades regionais, como a guatemalteca. Outras variedades suaves preencheram a lacuna."
Qualquer concessão que a Colômbia fizer em termos de preços será dolorosa, por se somar a uma queda generalizada na cotação do café arábica. Nesta semana, esse produto caiu ao seu menor valor em dois anos, 1,501 dólar por libra-peso, refletindo a perspectiva de uma grande safra no Brasil.
A Colômbia pretende mais do que duplicar sua produção de café até o final da atual década, para 18 milhões de sacas, contra 7,8 milhões de sacas de 60kg do ano passado.
"É uma questão de preço. A Colômbia pode ter de fazer concessões..., os compradores podem não ver um incentivo para voltar", disse Stefan Uhlenbrock, analista-chefe de açúcar e café na alemã F.O. Licht.
A Colômbia tradicionalmente exporta a maior parte do seu café para os Estados Unidos e Japão, mas esses torrefadores têm incrementado a substituição do café arábica pelo tipo robusta, de menor qualidade para fazer o blend.
No futuro, os torrefadores podem recorrer cada vez mais ao café do Brasil, que oferece tanto a variedade robusta quanto a arábica, segundo Neil Rosser, consultor de café no Reino Unido.
"O Brasil está agora fazendo excelentes (cafés) suaves, como os colombianos, então o Brasil é agora um local onde um torrefador pode concentrar suas compras", afirmou.
(Reportagem de Emma Farge)
REUTERS RS FG
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IAC 125 anos: Presença pioneira na história da Cafeicultura Nacional




Embrapa-Café

Que o Brasil teve seu processo de desenvolvimento e identidade nacional moldados pela cultura do café desde o século XIX até meados do século XX, quase todo mundo sabe. O que provavelmente poucos sabem é que isso só foi possível graças ao trabalho incansável de pesquisadores do Centro de Análise e Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Café “Alcides Carvalho”, do Instituto Agronômico – IAC.

No dia 27 de junho, o IAC completa 125 anos e sua história como centro de pesquisa se confunde com a própria história da pesquisa em café no Brasil, pois foi criado em 1887 com o objetivo primeiro de assistir tecnicamente ao desenvolvimento da cafeicultura nacional. Desde a concepção, o Centro de Café "Alcides Carvalho" é formado por uma equipe multidisciplinar de cientistas envolvidos em inúmeras atividades de pesquisa e desenvolvimento e de transferência de tecnologia. Esse esforço de pesquisa já permitiu a produção de trabalhos clássicos da literatura agronômica brasileira sobre o produto, gerando soluções para os mais diversos segmentos da cadeia produtiva do café, não só no País, mas também em países da América Central e Latina.
Graças às pesquisas pioneiras realizadas no Instituto Agronômico, o Brasil é hoje o maior produtor e exportador mundial de café e o segundo maior consumidor da bebida.  As cultivares Mundo Novo e Catuaí desenvolvidas pelo IAC são carros-chefe da cafeicultura brasileira e, representam cerca de 90% dos cafeeiros arábicas cultivados nos campos brasileiros. Entre as contribuições do IAC ao longo dos seus 125 anos para elevar o País ao posto de primeiro produtor mundial destacam-se: novas cultivares, trabalhos com a adubação do solo que viabilizaram o cultivo do café em solos de cerrado e em processamento pós-colheita - que incluem o desenvolvimento do processo cereja descascado - e estudos pioneiros em secagem, colheita mecanizada, fisiologia do cafeeiro, preparo do solo, arborização, genética e melhoramento genético, armazenamento de sementes e grãos, agroclimatologia - que trouxe grande contribuição para o zoneamento climático -, orientações para a mitigação do efeito do aquecimento global, análises químicas do solo, folhas e sementes, fertilização química, enxertia, mecanização da colheita, taxonomia e evolução das cultivares e espécies de Coffea, qualidade do produto etc.
Consórcio Pesquisa Café - A partir de 1997, com a criação doConsórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café (Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa), as pesquisas com café conduzidas no IAC ganharam novo impulso. Esse arranjo institucional viabilizou o melhor aproveitamento de recursos humanos, financeiros e de infraestrutura, bem como a transferência de tecnologias já validadas por instituições de pesquisa, ensino e extensão rural nos principais estados produtores. O Consórcio veio atender aos novos desafios que foram colocados para a sustentabilidade do agronegócio café de mais produtividade com competitividade e qualidade.
Genoma Café - Na área de pesquisas biológicas, um fato marcante a partir da constituição do Consórcio é a participação efetiva de pesquisadores do IAC e de Unidades da Embrapa no Projeto Genoma Café, que numa primeira fase desenvolveu o sequenciamento do genoma café, resultando na construção de um banco de dados com mais de 200 mil sequências de DNA. Isso permitiu a identificação de mais de 30 mil genes, responsáveis pelos diversos mecanismos fisiológicos de crescimento e desenvolvimento do cafeeiro. Atualmente as pesquisas são dirigidas à análise das sequencias agregando-lhes função por meio de trabalhos de identificação de marcadores moleculares e de promotores gênicos para dar continuidade ao melhoramento genéticos do cafeeiro. Os reflexos serão diretos no custo de produção, na proteção ambiental e no incremento de produtividade das lavouras, com melhoria da qualidade da bebida e da competitividade do produto.
Sistema para expressão dirigida de genes em raízes e em tecidos foliares - Pesquisa realizada por pesquisadores da Embrapa Café, do IAC e da Universidade Estadual Paulista – UNESP mediante uso de informações geradas pelo Projeto Genoma Projeto Genoma. O sistema consiste em dois promotores obtidos de plantas de café que permitem direcionar e controlar a expressão de genes a eles associados: o Promotor CalsoR, que atua nas folhas, e o Promotor Caperox, que age nas raízes em resposta a um estímulo externo, oferecendo total controle do tipo de OGM (Organismo Geneticamente Modificado) produzido. “É acoplado ao promotor um gene determinado para o que se pretende melhorar na planta, por exemplo resistência a nematóides, não afetando as demais partes, muito menos o fruto do café. E esse mecanismo só é ativado em caso de necessidade, ou seja, em resposta a um estímulo externo, o que representa mais segurança para os consumidores”, explica a pesquisadora Mirian Maluf, da Embrapa Café. Em outras palavras, o gene só será ativado se tiver algum ataque de agente biótico, que, no cafeeiro, é o nematóide da raiz e o fungo das folhas. Outra vantagem é que a técnica também pode ser usada para o melhoramento de várias espécies vegetais de interesse econômico, além do café.
Lançamento de cultivares - Falando em melhoramento genético do cafeeiro conduzidos no IAC para obtenção de cultivares de boas características agronômicas, como produtividade e boa qualidade, o Consórcio apoiou e financiou a seleção de mais seis cultivares de café pelo IAC. São elas: cultivar Tupi IAC 1669-33, resistente à ferrugem e com maturação precoce; IAC Ouro Verde; Obatã IAC 1669-20; IAC 125 RN, resistente à ferrugem e ao nematóide Meloidogyne exigua e de maturação precoce; IAC Ouro Amarelo e IAC Obatã Amarelo.
Café naturalmente sem cafeína - Realizado em parceria com a Embrapa Café, o estudo com o cafeeiro descoberto pelo IAC permitirá que amantes do bom cafezinho com problemas com a ingestão de cafeína possam vivenciar a paixão pela bebida, sem nenhum resíduo químico. Os pesquisadores estão realizando testes em plantas cujo teor da substância é de apenas 0,07%, ou seja,10 vezes menos que o café consumido habitualmente, da espécie Coffea arabica. “Inúmeras espécies, variedades e formas botânicas foram avaliadas e plantas, com teor reduzido de cafeína nos grãos, foram identificadas entre as cerca de três mil plantas da coleção de café arábica oriundas da Etiópia”, explica a pesquisadora Maria Bernadete Silvarolla, do IAC. Mudas clonadas obtidas por estaquia ou cultivo in vitro de matrizes selecionadas em função de sua superioridade agronômica, como produção de frutos e resistência aos principais agentes bióticos da cultura, encontram-se em ensaios de campo desde 2007 e devem ser registradas como novas cultivares clonais.
Origem e os genes responsáveis pela qualidade do café Arábica – É outra pesquisa desenvolvida pelo IAC no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, e ainda com financiamento também da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp, que tem fornecido também subsídios para pesquisas de melhoramento genético do cafeeiro. O estudo verificou que boa parte dos genes expressos na espécie de café Arábica – que é uma das mais cultivadas e com melhor qualidade de bebida – parece ser proveniente de Coffea eugenioides, uma espécie pouco usada nos programas de melhoramento genético do café e sem qualquer uso comercial. As pesquisas inéditas identificaram genes potenciais responsáveis pela qualidade do café e comprovaram também que a melhor qualidade do Arábica se dá pela maior expressão de genes da produção de açúcares encontrados em seu material genético.
O estudo teve o objetivo de entender as diferenças gênicas entre os cafés arábica e robusta, responsáveis por 70% e 30% da produção mundial de café, respectivamente. “Um dos principais resultados foi a verificação de que o arábica expressa uma maior quantidade de genes relacionados ao metabolismo de açúcares do que o robusta. Esse resultado confirma os dados bioquímicos anteriores, que haviam evidenciado que o grão do arábica possui mais açúcares, que seriam responsáveis pela melhor qualidade da bebida em relação ao robusta”, explica o pesquisador do Centro de Recursos Genéticos Vegetais do IAC, Jorge Maurício Costa Mondego. O estudo, entretanto, tem como mérito o apontamento de quais seriam os genes responsáveis por essas diferenças.
Com os dados em mãos, os pesquisadores do IAC, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aprofundaram seus estudos e descobriram que a maior quantidade de açúcar do arábica provem de uma espécie de café que não tem qualquer uso comercial.  Para chegar a este resultado os pesquisadores investigaram a origem do arábica, que se deu há centenas de milhares de anos, na Etiópia, a partir da hibridação natural dos genomas de C. canephora e de C. eugenioides. “Verificamos que boa parte dos genes que estão relacionados à qualidade de bebida do arábica parece vir de C. eugenioides”, conclui o pesquisador.
Mais sobre o Consórcio - O Consórcio Pesquisa Café é uma experiência de integração da ciência e da tecnologia no País tendo por base a sustentabilidade, a qualidade, a produtividade, a preservação ambiental, o desenvolvimento e o incentivo a pequenos e grandes produtores. Foi fundado por 10 instituições ligadas à pesquisa e ao café: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais - Epamig, Instituto Agronômico - IAC, Instituto Agronômico do Paraná - Iapar, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper, Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro - Pesagro-Rio, Universidade Federal de Lavras - Ufla e Universidade Federal de Viçosa - UFV. Hoje agrega pelo menos mais 45 instituições parcerias. Ao longo de seus 15 anos de existência, o Consórcio Pesquisa Café se consolidou como espaço de geração de tecnologias, conhecimento e de transferência de tecnologia.
As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Flávia Bessa – MTb 4469/DF , com informações da assessoria do IAC
Site: www.embrapa.br/cafe
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