quarta-feira, 1 de julho de 2015

Assentados do sudeste paraense planejam ações de assistência técnica



Publicado dia 01/07/2015
Foto: Acervo Incra
Representantes de assentamentos dos municípios paraenses de Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará e São João do Araguaia estiveram reunidos, nos dias 25 e 26 de junho, para planejar as ações da prestadora de assistência técnica rural Agroter. A empresa é contratada pela Superintendência Regional do Incra no Sul do Pará, com sede em Marabá, para assistir nove assentamentos nos três municípios.
Cerca de 50 pessoas participaram das oficinas de planejamento realizadas nos núcleos de Palestina e São João. O grupo que se reuniu em Palestina do Pará era oriundo dos assentamentos Açaizal, Angical, Castanheira, Embaubal e Rio Mar. Já o grupo reunido em São João provinha dos assentamentos 1º de Março, Moreschi, Pimenteira e Veneza. 
A programação foi a mesma nos dois dias, e envolveu as apresentações da equipe da Agroter, do diagnóstico de cada assentamento (de acordo com pesquisa de campo realizada entre abril e junho deste ano) e dos resultados das oficinas realizadas em cada assentamento. Foram formados grupos entre os participantes e técnicos para avaliar as propostas e definir as ações, atividades e atores envolvidos no processo de assistência técnica. Ao final das oficinas, ocorreram plenárias para apresentação das ideias dos grupos, avaliação e considerações finais.
Participante da oficina de planejamento de Palestina, a agricultora Tereza Pereira Pinto, do assentamento Rio Mar, acredita que as ações de assistência técnica são relevantes para auxiliar nas escolhas produtivas dos agricultores, pelo fato de, como cita, os técnicos terem conhecimento, saberem o que funciona no lote e poderem ensinar. “Muitas vezes, você dar a isca pra pescar é muito mais importante dos que você dar o peixe. Então, é isso que eu espero e  contando que aconteça”.
Ao todo serão atendidas 605 famílias, nos nove projetos de assentamento.

Assessoria de Comunicação Social do Incra/Marabá
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Feiras da Reforma Agrária conquistam espaço em municípios catarinenses



Publicado dia 01/07/2015
Os municípios de Curitibanos e Matos Costa, localizados no Planalto Catarinense, entraram em junho para o mapa das Feiras da Reforma Agrária realizadas no estado. Agora a população dessas cidades terão acesso a produtos frescos vindos do interior dos assentamentos, a preços populares e bem pertinho de casa. 
Em Curitibanos, a feira acontece mensalmente, das 8h às 13h, sempre na segunda quarta-feira de cada mês, no pátio do prédio principal do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A primeira foi realizada no dia 10 de junho e a próxima está marcada para a próxima quarta, dia 08 de julho. Participam cinco famílias do assentamento Índio Galdino, cuja produção agroecológica está em processo de certificação orgânica e, por isso, tem o diferencial de não utilizar agrotóxicos. 
“A primeira experiência foi bem interessante, com participação de funcionários, alunos e professores. Agora pretendemos realizar a feira na Universidade do Contestado e estamos solicitando ao prefeito de Curitibanos a liberação de uma rua para receber as barracas semanalmente também”, conta o engenheiro agrônomo Fredy Magrini, profissional da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). A expectativa é que esses novos espaços sejam inaugurados com a participação de mais famílias assentadas no segundo semestre. 
Em Matos Costa, a população pode adquirir os produtos da reforma agrária toda sexta-feira, das 9h às 15h, em frente ao Centro de Convivência da Terceira Idade. Esta será a terceira semana em que a feira acontece, oferecendo frutas, verduras e legumes cultivados por três famílias do assentamento São Roque e quatro famílias do assentamento Santa Rita III. “Contamos com a parceria da Prefeitura, cooperativas e lideranças locais para a feira. A princípio está dando resultado, já que  as famílias estão voltando com pouca coisa”, explica Vagner Lopes, técnico agropecuário da Ater.
Incentivo à comercialização  
 O programa Feiras da Reforma Agrária teve início em 2014 no Incra de Santa Catarina com o objetivo de oferecer estrutura profissional às famílias produtoras através da disponibilização de kits constituídos por barracas de feira, avental, bonés para os feirantes, caixas e sacolas plásticas, balanças e todo o material necessário para a comercialização. Hoje, além de Curitibanos e Matos Costa, assentados realizam feiras nos municípios de Abelardo Luz, Timbó Grande, Santa Cecília, Passos Maia, Correia Pinto, Caçador, Catanduvas, Fraiburgo e Lebon Régis, sempre contando com o respaldo da Ater e a parceria com as prefeituras municipais.
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Incra-MA cria o quinto Projeto de Assentamento em 2015



Publicado dia 01/07/2015
O assentamento Buritizinho do Sousa, situado na cidade de Morros, distante 105 km de São Luís (MA), teve a implantação autorizada. Este é o quinto projeto de assentamento criado em 2015 pela Superintendência Regional do Incra no Maranhão. A Portaria nº 28 de 3 de junho de 2015, foi publicada no Diário Oficial da União(DOU) na semana passada. 

O P. A Buritizinho do Souza têm 3,9 mil hectares e capacidade para 93 famílias que serão agora incluídas na lista de benefícios garantidos pelo governo federal. Por meio do Incra os assentados terão acesso a  políticas públicas como o Programa Luz para Todos e o ´Programa Minha Casa e Minha Vida.


Jovenilson Corrêa chefe do setor de Obtenção e Terras da Superintendência Regional do Incra no Maranhão explica que a partir da publicação da portaria, o Incra vai iniciar todos os procedimentos destinados a garantir a inclusão das famílias destes assentamentos nos programas destinados a garantir mais qualidade de vida aos assentados.


A partir da publicação da portaria de criação do P.A , é fixado um prazo de trinta dias para a inclusão do projeto de assentamento no Cadastro Ambiental Rural( CAR). 

Ascom/Incra/MA
(98) 3245-9394

INDÚSTRIA DO TABACO CONTINUA AFRONTANDO A SAÚDE PÚBLICA



Resumo mensal de notícias sobre o tabagismo e o alcoolismo
INDÚSTRIA DO TABACO CONTINUA AFRONTANDO A SAÚDE PÚBLICA
Centro de São Paulo, 12 de junho de 2015, 11:47h:

Abaixo, notícias do mês sobre o tabagismo e o alcoolismo, da qual destacamos a criação pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, derrubando o veto do governador, do bem-vindo Fundo de Combate ao Alcoolismo. Ao menos uma contrapropaganda para combater a influência nefasta da publicidade da bebida alcoólica na sociedade.
Boa leitura.
Silvio ToniettoDiretor-Geral
Pare de Fumar!
Palestra "Preparação para Deixar de Fumar"
www.paredefumaragora.com.br

Mais de 50 mil views no youtube *
"30 minutos que valem uma vida"
* Último comentário: 'Keria passar todo meu periodo de bestinencia com esse cara ai cmg obrigado mesmo'
19/06/2015 - Portugal Digital - Estudo inédito feito em parceria pelo Departamento de Química do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e o Laboratório de Toxicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Latox-UFRGS), mostra alterações imunológicas em trabalhadores causadas por benzeno, classificado como cancerígeno do Grupo 1 - nível mais alto - pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, do nome em inglês) presente na gasolina e no cigarro. A coleta de amostras biológicas dos frentistas e de amostras do ar foi iniciada há dois anos, com base em 68 frentistas fumantes e não fumantes e em um grupo de 28 trabalhadores não frentistas e não fumantes - não expostas a nada de benzeno - que constituem o grupo de controle da pesquisa. O estudo verificou modificações imunológicas em todos os participantes frentistas, como danos às proteínas, aos lipídios e ao DNA, bem como redução dos glóbulos brancos. "De modo geral, afeta todo o sistema imunológico das pessoas expostas a esse tipo de poluente", disse a cientista do CTC-PUC-RJ. Ela explicou que o benzeno pode acarretar problemas como câncer linfático e benzenismo - conjunto de sinais, sintomas e complicações decorrentes da exposição aguda ou crônica à substância. "E existem outros efeito, no longo prazo, que podem, de alguma forma, causar danos à saúde das pessoas", alertou
10/06/2015 - El Pais - Se tivéssemos uma legislação restritiva à propaganda de álcool, tal qual à relativa ao tabaco, talvez pudéssemos contribuir para reduzir os índices de violência no Brasil. Calcula-se que metade das 40 mil mortes anuais verificadas no trânsito tenham como causa o consumo de álcool - segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar da lei seca, 24% dos brasileiros admitem que dirigem após beber. Por outro lado, pesquisa do Cebrid aponta que 52% dos problemas de violência doméstica estão diretamente ligados ao álcool e 30% dos homens com menos de 30 anos afirmam ter se envolvido em brigas com agressão física após se embriagarem. O Brasil perde algo em torno de 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em decorrência de problemas ligados ao álcool, ou seja R$ 372 bilhões, quase quatro vezes o orçamento destinado ao Ministério da Saúde...

Universidades americanas mostram interesse em ampliar intercâmbio de pesquisadores com Brasil


Posted: 01 Jul 2015 11:29 AM PDT
Brasil-EUA-2015Na manhã desta quarta-feira (1°), em San Francisco, Califórnia, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com a presidenta daUniversidade da Califórnia, Janet Napolitano, e com o reitor da Universidade de Berkeley, Nicholas Dirks. O objetivo do encontro foi o de ampliar parcerias na área de educação e o intercâmbio de pesquisadores entre instituições dos dois países.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, participou da reunião e afirmou que o Brasil tem interesse em expandir o programa de pesquisa e formação de brasileiros nas universidades americanas nas áreas de engenharia, algoritmo, biotecnologia e outras de interesse do Brasil.
Presidenta Dilma durante encontro com a presidenta da Universidade da Califórnia, Janet Napolitano. Foto: Roberto Stuckert Filho/PRPresidenta Dilma durante encontro com a presidenta da Universidade da Califórnia, Janet Napolitano. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
“A reunião foi muito construtiva”, disse o ministro. Ele destacou que a presidenta Napolitano conhece “inclusive a presença brasileira nas universidades norte-americanas e demonstrou toda boa vontade e todo interesse em colaborar para que o Brasil amplie a sua presença e que seja também ampliado o intercâmbio”, afirmou Aldo Rebelo.
Ele também declarou que foi demonstrado o interesse do Brasil em que pesquisadores, professores e estudantes norte-americanos estejam presentes em centros e institutos de universidades brasileiras.
Também participaram do encontro o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

Bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos EUA se dedicam para “fazer melhor” no Brasil


Posted: 01 Jul 2015 06:31 AM PDT
Brasil-EUA-2015O compromisso do governo brasileiro com investimento em educação de alto nível e com a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil levam a presidenta Dilma Rousseff a visitar, nesta quarta-feira (1º), a Califórnia. na terceira etapa de sua visita aos EUA. A escala desta vez é a região de Palo Alto, no Vale do Silício, uma das regiões mais avançadas do mundo nas áreas de pesquisa e inovação tecnológica e que cada vez mais tem recebido estudantes brasileiros, por meio do programa Ciência sem Fronteiras. Para conferir como é a realidade desses alunos, o Blog do Planalto foi até a Califórnia conversar com alguns deles.
Caio Calado, de 23 anos, por exemplo, é aluno do 4º período de Ciência da Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) . Natural do Recife, Caio estuda há um ano na Universidade do Estado da Califórnia, no campus da cidade de Chico, a duas horas e meia de São Francisco. Ele é um dos 32 mil bolsistas brasileiros que já foram enviados para os EUA, o país que mais recebe estudantes brasileiros do Ciência sem Fronteiras. Em Palo Alto, a maioria deles estuda engenharias e cursos ligados à tecnologia da informação.
Há um ano nos EUA, Caio Calado considera fantástica a oportunidade que os brasileiros estão tendo de acompanhar desenvolvimento tecnológico fora do Brasil. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto
Há um ano nos EUA, o pernambucano Caio Calado considera fantástica a oportunidade que os brasileiros estão tendo de acompanhar o desenvolvimento tecnológico fora do Brasil. Foto: Ana Carolina Melo/PR
Caio revela que, nos EUA, está tendo a oportunidade de trabalhar com ferramentas que só imaginou que teria condições de lidar depois de formado. Ele faz estágio em uma área que une o design e interação, codificando projetos de modo a torná-los mais interativos para o ser humano. Os sócios da empresa em que Caio estagia prestaram serviços para a Apple na época de seu maior crescimento, nas décadas de 80 e 90.
“Agora eu já estou na fase final do Ciência sem Fronteiras. Então, estou fazendo um treinamento acadêmico, que envolve um estágio. Esse estágio foi, para mim, uma oportunidade bem diferente: porque eu não esperava estar fazendo o que eu estou fazendo. Eu acreditava que eu só poderia desempenhar este trabalho depois de formado. Estou tendo a oportunidade de trabalhar com coisas que eu nunca pensei que eu iria ver, do jeito que estou vendo, na minha graduação. […] Aqui, o meu trabalho é fazer com que as pessoas sejam capazes de interagir com qualquer tipo de dispositivo ou tecnologia da maneira mais fácil possível,” afirma.
Brasil está indo no caminho certoEle ainda destaca que acredita que iniciativas como o Ciência sem Fronteiras são fundamentais para o desenvolvimento tecnológico do Brasil, já que colocam os estudantes do País em contato com tecnologias de ponta. Para ele, as experiências que tem tido na faculdade e no trabalho apontam que o Brasil, apesar de ainda precisar avançar no setor de inovação, está indo no caminho certo.
A Universidade de Satanford, na Califórnia, é uma das instituições de ensin mais prestigiadas do mundo. Com o Ciência sem Fronteiras cada vez mais estudantes brasileiros tem tido a chance de estudar em universidades como Stanford. Fotos: Ana Carolina Melo/PR
Universidade de Stanford, na Califórnia, é uma das instituições de ensino mais prestigiadas do mundo. Com o Ciência sem Fronteiras, cada vez mais estudantes brasileiros têm tido acesso a instituições como essa. Fotos: Ana Carolina Melo/PR
E enfatizou que pretende levar o que aprendeu nos EUA para fazer melhor no Brasil.
“Aqui eu tenho visto muitas inovações na área de internet, dados abertos, coisas que no Brasil estão crescendo, mas que aqui eles já cresceram em um ponto que eles já estão pensando no que vai vir daqui para frente. […]Por isso, para mim, é fantástico que os brasileiros estejam aqui vendo essas coisas. Eu quero muito desenvolver todas as experiências que eu tive aqui. Eu quero muito levar o que aprendi e fazer melhor quando voltar para o Brasil.” ressaltou.
Investimento na pós-graduaçãoTambém bolsista do Ciência sem Fronteiras, Ana Flávia Paiva Rodrigues, da Universidade Federal do Ceará (UFC), é estudante do doutorado em Engenharia em Telecomunicações na Universidade de Stanford, também em Palo Alto, umas das mais prestigiadas do mundo.
Formada em Economia, ela conta que foi uma das primeiras estudantes de Finanças de Fortaleza e hoje, em Stanford, estuda como a Teoria da Informação auxilia na tomada de decisões no mundo dos negócios.
Para a estudante de Doutorado em Stanford, Ana Flávia Rodrigues, o Ciência sem Fronteiras representa a oportunidade para tantos jovens que pensavam além, mas que viam nas dificuldades financeiras o grande obstáculo para seguir em frente. Foto: Ana Carolina Melo/PR
Para a estudante de doutorado em Stanford, Ana Flávia Rodrigues, o Ciência sem Fronteiras representa a oportunidade para tantos jovens que pensavam além, mas que viam nas dificuldades financeiras o grande obstáculo para seguir em frente. Foto: Ana Carolina Melo/PR
Também em entrevista ao Blog do Planalto, ela destacou a importância do Brasil investir na área de tecnologia e inovação para que o País possa, realmente, avançar nos próximos anos e em um programa como o Ciência sem Fronteiras. Essa é a primeira vez que ela tem a oportunidade de fazer um intercâmbio em uma universidade fora do País.
“Eu acho que é muito importante para o Brasil continuar investindo nesse programa [Ciência sem Fronteiras]. É uma oportunidade para tantos jovens que pensam além e que viam na questão financeira o grande obstáculo para conseguirem avançar. A gente aqui tem o suporte financeiro do governo que nos ajuda muito a conquistar o que a gente se dedicou a vida toda estudando, tentando melhorar, para conseguir. Esse programa dá uma base financeira e educacional muito forte”, afirma.
Ela ainda ressalta o caráter abrangente do Ciência sem Fronteiras, que beneficia estudantes de todas as regiões do Brasil.
“Para mim, uma questão que eu acho fundamental do Ciência sem Fronteiras é que ele alcança todo o País, independentemente de onde os estudantes estejam. Antes, a impressão que a gente tinha é que essas oportunidades existiam mais só no Sul e no Sudeste do Brasil. E muitas vezes, a população do Norte e do Nordeste achava muito difícil ter uma oportunidade como essa. O Ciência sem Fronteiras mudou isso, ele dá esse suporte para qualquer estudante brasileiro, independente de onde ele venha”, acrescentou.

Folha' ama delatores desde a ditadura

Por Altamiro Borges


O jornal "Folha de S.Paulo" - o mesmo que ajudou a criar o clima fascista para o golpe de 1964 e que apoiou os setores mais truculentos da ditadura militar, com suas torturas e assassinatos - não gostou das respostas de Dilma Rousseff durante sua visita aos EUA. Perguntada sobre a midiática Operação Lava-Jato - com suas "delações premiadas" e premeditadas, seus vazamentos seletivos e suas prisões e métodos ilegais de obter confissões -, a presidenta foi enfática: "Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas e garanto a vocês que resisti bravamente".

Um dia depois, nesta terça-feira (30), durante entrevista coletiva na Casa Branca e ao lado de Barack Obama, a presidenta voltou a ser questionada sobre a Operação Lava-Jato e novamente condenou a forma como as investigações são conduzidas. "Isso é um tanto quanto Idade Média... O governo brasileiro não tem acesso aos autos. E, estranhamente, há um vazamento seletivo e alguns têm acesso. Aqueles que são mencionados não têm como se defender porque não sabem do que são acusados". As respostas desagradaram a famiglia Frias e seus serviçais. Em editorial nesta quarta-feira, intitulado "Lógica torturada", a Folha esbraveja: 

"Ao dizer que não respeita delator, Dilma demonstra incoerência, mistura ditadura com democracia e ataca mecanismo processual... Antipatizar com delatores é uma questão pessoal, mas Dilma Rousseff, na condição de presidente da República, tem o dever legal de respeitar um instituto admitido pela legislação brasileira - a norma mais recente sobre o tema, aliás, foi sancionada pela própria petista em 2013... Embora advogados de envolvidos na Operação Lava Jato apontem abusos nas prisões, não se tem notícia de violência física ou supressão do direito de defesa. Não se confundem com ruptura institucional os eventuais exageros processuais". 

Na sua seletividade, a famiglia Frias nem sempre apoia os 'delatores'. O doleiro Alberto Youssef, por exemplo, já dedurou o tucano Aécio Neves nas suas "delações premiadas" da Lava-Jato, revelando que ele recebia "mesada" da empresa Furnas. As graves denúncias contra o cambaleante, porém, não tiveram qualquer destaque nas páginas da Folha. O próprio Ricardo Pessoa, dono da UCT, que agora é manchete diária na mídia tucana, também acusou o senador Aloysio Nunes, vice na chapa de Aécio Neves nas eleições do ano passado. Neste caso, as denúncias do "delator" também sumiram do jornal.

A Folha somente apoia os "delatores" que servem aos seus propósitos políticos. Esta seletividade é bem antiga. No período mais sombrio da ditadura militar, o jornal utilizou depoimentos extraídos na tortura para atacar os patriotas que lutavam pela volta da democracia no Brasil. A historiadora Beatriz Kushnir, no imperdível livro "Cães de guarda: jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1988", apresenta vários documentos que comprovam a postura fascista da famiglia Frias. Ela sempre seguiu a "lógica dos torturadores" - no passado e no presente.

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