A Aliança de Civilizações das Nações Unidas (Unaoc), em seu V Fórum Mundial, realizado na semana passada em Viena, capital da Áustria, renovou seu compromisso com o entendimento e o diálogo entre culturas.
Pavol Stracansky
Pavol Stracansky

Nassir Abdulaziz Al-Nasser, alto representante da Aliança de Civilizações das Nações Unidas.
NAAN: A mídia é muito importante para a Aliança. Este um dos principais temas nos quais estamos focados. Meios de comunicação de alguns países cobriram muito bem a conferência. Cheguei do Catar e vi jornais que tinham ampla cobertura do Fórum. Todos os discursos feitos aqui, do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, do presidente da Áustria, Heinz Fischer, o meu e dos outros altos representantes, deixaram claro que o papel da Aliança se expande, não diminui.
IPS: No Fórum se falou muito sobre a importância da educação para lutar contra os preconceitos, especialmente na educação das crianças em idade escolar. A Unaoc trabalha com governos nacionais em planos de estudo para promover seus ideais entre as crianças?
NAAN: A Aliança trabalhará muito ligada à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Há muitas iniciativas no mundo sobre isto, como a lançada em setembro do ano passado pelo secretário-geral da ONU, chamada Educação Primeiro, e outras. O ensino é um dos pilares no trabalho da Aliança, e trabalharemos muito duro com todas as agências da ONU em níveis nacional, regional e sub-regional.
IPS: Um tema importante no Fórum foi a intolerância e o extremismo religioso, e como estes fenômenos são, em geral, atribuídos ao Islã, quando, na realidade, também existem no Cristianismo e em outras religiões. Que papel tem a Aliança na correção destas falsas percepções?
NAAN: A Aliança está aqui para servir a comunidade internacional, não apenas a um país ou uma religião, e defendemos o conceito de "uma humanidade, diferentes culturas". Darei o melhor de mim para promover o diálogo e a cultura de paz, e tentarei envolver a sociedade civil, porque muitas dessas organizações são religiosas e, na verdade, podemos ouvi-las e ver como criar uma cultura de paz e unir os povos por meio do diálogo, gerando harmonia em lugar de divisão, reduzindo a intolerância e o ódio. Meu trabalho será muito desafiador e farei o melhor que puder para implantar o que já foi acordado em fóruns anteriores e neste.
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