quinta-feira, 7 de março de 2013

Dilma reforça compromisso com qualificação do trabalhador rural


Em evento da Contag, presidenta destaca importância das ações do Brasil Sem Miséria para melhorar a vida no campo. Parceria com entidades para fortalecer Bolsa Família e Cadastro Único também foi reforçada
Brasília, 6 – A presidenta Dilma Rousseff afirmou nessa terça-feira (5), durante o 11º Congresso Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, realizado em Brasília, que o próximo passo a ser dado pelo seu governo, após a erradicação da miséria, seguirá pelo “caminho do trabalho qualificado, na cidade e no campo”. O encontro, que segue até esta sexta-feira (8), é promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), para debater e aprovar o plano de lutas de suas entidades de classe filiadas para o próximo quadriênio.

A presidenta, acompanhada da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e de outros quatro ministros, destacou aos cerca de 2,5 mil participantes os resultados do Plano Brasil Sem Miséria e as novas metas do governo federal, que têm foco crescente na população que vive em áreas rurais. Dilma falou da importância da agricultura familiar, pediu para que as entidades de classe apoiassem a busca por brasileiros em condições de extrema pobreza que ainda não conhecem seu direito ao Bolsa Família e outros programas sociais do governo federal e deixou claro para os trabalhadores rurais que a melhoria de vida está relacionada, agora, ao trabalho qualificado. “O fim da extrema miséria na renda é apenas o começo e esse começo significa, a partir daí, formação profissional.”

O Bolsa Família, programa que completa 10 anos, em 2013, também foi destacado pelas presidenta. “Fizemos uma mudança de trajetória no Brasil”, referindo-se a soma dos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus dois anos à frente da Presidência da República. “A principal característica do desenvolvimento, que eu acho que nós inauguramos, foi colocar as pessoas no centro desta questão. É saber se as pessoas vivem melhor, é saber se têm mais oportunidades, é saber se nós estamos atacando não as consequências, mas a raiz da desigualdade.”

Para Dilma, os resultados do Brasil Sem Miséria comemorados pelo governo é o ponto de partida para se garantir políticas públicas ainda mais amplas, agora focadas na agricultura familiar e na qualificação profissional. “Ninguém pode achar que depois que fez isso deita e fica descansando. Pelo contrário: nós temos de trabalhar intensamente, porque esse começo significa, a partir daí, formação profissional. É fundamental que essas pessoas, que recebem o benefício, saiam da pobreza também pelo caminho de um trabalho qualificado.”

Cadastro Único – A presidenta pediu para que os trabalhadores presentes ao evento divulgassem o esforço do governo para encontrar os brasileiros em situação de extrema pobreza que ainda não são beneficiários do Brasil Sem Miséria. “Qualquer brasileiro tem direito ao Bolsa Família. Isso não é, de maneira alguma, igual eles diziam antes, Bolsa Esmola. Isso é um direito do povo brasileiro. Eu queria pedir à maior entidade dos agricultores, dos trabalhadores rurais, que nos ajudasse nessa tarefa.”

Dilma Rousseff ainda falou da importância do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) que “se conjugam e criam uma coisa fundamental para o agricultor familiar, que é a compra direta. Você garante que ele tenha aonde botar o seu produto, o que é crucial e nós temos de ampliar isso para assentamentos. É fundamental que os assentamentos tenham segurança de que, se produzirem, terá compra para eles. Daí a importância da gente ter esse cadastro, saber quem pode comprar, criar mecanismos.”

A presidenta também explicou como é o processo de adesão ao Programa Luz para Todos, apontando para a atuação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). “É outro motivo para o Cadastro, porque agora a gente pega os nomes. A ministra Tereza Campello faz assim, ela pega os cadastrados do Bolsa Família que não têm luz elétrica, aí vai na distribuidora e fala: ‘está aqui, nós queremos saber quando é que vão fazer a ligação’. Nós temos de saber para poder tomar as providências para garantir o acesso ao serviço público”, descreveu Dilma.

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