A expansão da produção de Arábica e Robusta em diversos países aliada à tendência crescente de benefícios maiores e mais modernos em países como Brasil, Vietnã e Indonésia, apenas para mencionar alguns, estão gerando a necessidade de soluções mais eficientes em logística e manuseio do café dentro dos armazéns, entre os produtores e os benefícios e também entre os benefícios e os compradores de café fora do país.
Brasil, Vietnã, Honduras e Peru são algumas das origens mais dinâmicas em termos de aumento de volumes devido principalmente a maiores produtividades, mas também à expansão da área plantada. De acordo com a OIC, a produção total de café em 2012 totalizou 144 milhões de sacas, comparado com 134,4 milhões em 2011, um crescimento de 7%. Embora o mundo esteja sofrendo com a escassez de Arábicas suaves lavados (especialmente da América Central e Colômbia), a produção de Robusta parece estar a todo vapor, notadamente no Vietnã e no Brasil. Notícias recentes indicam uma colheita no Vietnã em 2012/13 de mais de 25 milhões de sacas de Robusta e a última estimativa de safra brasileira aponta para uma produção de Conilon de ao menos 12 milhões de sacas este ano.
Também está ocorrendo uma mudança qualitativa, com o aumento de participação dos cafés diferenciados – consistência de qualidade com grandes volumes – em vários mercados. Cafés diferenciados estão sendo procurados por empresas que necessitam de grandes volumes de café com qualidades específicas como as principais cadeias de cafeterias e os sistemas de monodose. Em todo caso, seja Arábica ou Robusta, mais produção significa que mais café precisa ser transportado das fazendas para os benefícios e cooperativas, armazenado com eficiência e segurança e despachado para as indústrias.
Uma das mudanças mais importantes em logística é a substituição gradual da tradicional sacaria de juta pelos big bags de diferentes tamanhos nos benefícios e armazéns. Um big bag é geralmente produzido a partir do resistente polipropileno e vem com um par de alças para içamento, o que facilita seu manuseio e elimina a necessidade de pallets. Um big bag é suficientemente forte para conter até 1.500 kg de café verde (o equivalente a 25 sacas), e pode ser empilhado em até quatro unidades, ou mais se uma estrutura própria for construída, otimizando espaço de armazenamento. Bags tem baixo custo unitário e podem ser reutilizados muitas vezes se cuidados adequadamente. O tecido de polipropileno permite a impressão de informações sobre o produto (ou produtor/origem) no bag, facilitando a identificação dos produtos e a organização dentro do benefício.
A adoção do sistema de big bag gera reduções enormes nos custos com mão de obra relacionada ao armazenamento, já que um único operador é capaz de manejar a empilhadeira para transportar os bags. Este novo sistema é também muito dinâmico, permitindo que o café seja empilhado e transportado de um lado a outro de forma rápida e eficiente. O tempo de carga e descarga também é reduzido peço uso de big bags, diminuindo gastos com frete e otimizando a logística. Os big bags tem a vantagem adicional de facilitar a rastreabilidade, uma vez que podem ser equipados com um código/chip que é parte de um sistema computadorizado que controla o armazenamento, se o benefício escolhe trabalhar desta maneira.
Várias cooperativas e benefícios de café no Brasil estão optando por trabalhar apenas com big bags, desfrutando de economias de escala, mais eficiência e redução de custos, especialmente aqueles relativos à mão de obra. Há ainda casos específicos de produtores que estão entregando seu café em big bags para as cooperativas, tornando o sistema ainda mais eficiente.
Com o mercado de café cada vez mais competitivo, preços internacionais de café em queda e economias instáveis dos países consumidores tradicionais, faz sentido adotar novas tecnologias que resultem em economias com pessoal, transporte e armazenamento de café e colaborem para que produtores e beneficiadores ao redor do mundo sejam mais sustentáveis.
Esta matéria tem como fonte original o periódico internacional mensal P&A Coffidential, com tradução e direito de uso gentilmente cedido com exclusividade pela P&A Marketing ao CaféPoint, não sendo permitida a cópia e réplica de seu conteúdo sem prévia autorização do portal e da autora do artigo.
Brasil, Vietnã, Honduras e Peru são algumas das origens mais dinâmicas em termos de aumento de volumes devido principalmente a maiores produtividades, mas também à expansão da área plantada. De acordo com a OIC, a produção total de café em 2012 totalizou 144 milhões de sacas, comparado com 134,4 milhões em 2011, um crescimento de 7%. Embora o mundo esteja sofrendo com a escassez de Arábicas suaves lavados (especialmente da América Central e Colômbia), a produção de Robusta parece estar a todo vapor, notadamente no Vietnã e no Brasil. Notícias recentes indicam uma colheita no Vietnã em 2012/13 de mais de 25 milhões de sacas de Robusta e a última estimativa de safra brasileira aponta para uma produção de Conilon de ao menos 12 milhões de sacas este ano.
Também está ocorrendo uma mudança qualitativa, com o aumento de participação dos cafés diferenciados – consistência de qualidade com grandes volumes – em vários mercados. Cafés diferenciados estão sendo procurados por empresas que necessitam de grandes volumes de café com qualidades específicas como as principais cadeias de cafeterias e os sistemas de monodose. Em todo caso, seja Arábica ou Robusta, mais produção significa que mais café precisa ser transportado das fazendas para os benefícios e cooperativas, armazenado com eficiência e segurança e despachado para as indústrias.
Uma das mudanças mais importantes em logística é a substituição gradual da tradicional sacaria de juta pelos big bags de diferentes tamanhos nos benefícios e armazéns. Um big bag é geralmente produzido a partir do resistente polipropileno e vem com um par de alças para içamento, o que facilita seu manuseio e elimina a necessidade de pallets. Um big bag é suficientemente forte para conter até 1.500 kg de café verde (o equivalente a 25 sacas), e pode ser empilhado em até quatro unidades, ou mais se uma estrutura própria for construída, otimizando espaço de armazenamento. Bags tem baixo custo unitário e podem ser reutilizados muitas vezes se cuidados adequadamente. O tecido de polipropileno permite a impressão de informações sobre o produto (ou produtor/origem) no bag, facilitando a identificação dos produtos e a organização dentro do benefício.
A adoção do sistema de big bag gera reduções enormes nos custos com mão de obra relacionada ao armazenamento, já que um único operador é capaz de manejar a empilhadeira para transportar os bags. Este novo sistema é também muito dinâmico, permitindo que o café seja empilhado e transportado de um lado a outro de forma rápida e eficiente. O tempo de carga e descarga também é reduzido peço uso de big bags, diminuindo gastos com frete e otimizando a logística. Os big bags tem a vantagem adicional de facilitar a rastreabilidade, uma vez que podem ser equipados com um código/chip que é parte de um sistema computadorizado que controla o armazenamento, se o benefício escolhe trabalhar desta maneira.
Várias cooperativas e benefícios de café no Brasil estão optando por trabalhar apenas com big bags, desfrutando de economias de escala, mais eficiência e redução de custos, especialmente aqueles relativos à mão de obra. Há ainda casos específicos de produtores que estão entregando seu café em big bags para as cooperativas, tornando o sistema ainda mais eficiente.
Com o mercado de café cada vez mais competitivo, preços internacionais de café em queda e economias instáveis dos países consumidores tradicionais, faz sentido adotar novas tecnologias que resultem em economias com pessoal, transporte e armazenamento de café e colaborem para que produtores e beneficiadores ao redor do mundo sejam mais sustentáveis.
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