segunda-feira, 18 de abril de 2016

Crianças e região Nordeste são maioria das pessoas que superaram miséria


SUPERAÇÃO DA POBREZA

Dados do Cadastro Único identificam cada uma das pessoas que melhoraram de vida graças ao complemento mensal de renda do Bolsa Família
Publicado em 05/04/2016 17h07
Foto: Ana Nascimento/MDS
Brasília – Quase metade dos 36 milhões de pessoas que saíram da extrema pobreza desde 2003 são crianças e adolescentes até 17 anos de idade.  Por meio de dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, é possível identificar cada uma das pessoas que superaram a miséria porque se beneficiaram do complemento de renda do Bolsa Família.
O levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) mostra a maior parcela está entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que são 5,9 milhões que deixaram a extrema pobreza. Eles representam 16% do total de cerca de 36 milhões que superaram a miséria.
Desde 2012, o Bolsa Família garante complemento de renda para que nenhum beneficiário do programa viva com menos de R$ 70 mensais, valor que correspondia à linha de extrema pobreza na época. Em 2014, esse valor passou a R$ 77 mensais, acompanhando o parâmetro internacional estabelecido pelas Nações Unidas, que considera extremamente pobres as pessoas com renda diária de até US$1,25, pela paridade do poder e compra. 
 
De acordo com o perfil traçado pelo ministério, 56,8% das pessoas que deixaram a pobreza extrema são nordestinas. Elas somam cerca de 20,8 milhões do universo dos ex-miseráveis. No ranking das regiões, na sequência vem o Sudeste. São Paulo é um dos estados com o maior número de beneficiários do Bolsa Família.
Além disso, a maioria das pessoas que saíram da miséria se declarou parda – 69,2%. O Cadastro Único permite identificar 332,6 mil famílias indígenas que superaram a pobreza extrema por meio do Bolsa Família e outras 184 mil famílias quilombolas.
Os dados administrativos do Cadastro Único são uma das formas de medir a redução da pobreza no país. Por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística no final do ano passado, sabe-se que o Brasil superou a extrema pobreza. O percentual de extremamente pobres na população caiu de 8,2%, em 2003, ano de lançamento do Bolsa Família, para 2,5% no último ano do primeiro mandato da presidenta Dilma Rousseff.
 
Consideradas as várias dimensões da pobreza, como privações no acesso à educação, saúde, serviços e bens, a chamada pobreza multidimensional crônica caiu ainda mais no Brasil. Em 2003, havia 8,8% da população vivendo com múltiplas privações. Em 2014, esse percentual caiu para 1% da população, de acordo com metodologia do Banco Mundial.
Informações sobre os programas do MDS:0800-707-2003mdspravoce.mds.gov.br
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