21/01/2013 12:09
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O ano de 2012 foi decisivo para a juventude rural. A publicação da primeira chamada pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) específica para o jovem que vive no campo abriu as portas para que novos projetos de geração de renda tenham autonomia para se desenvolver e produzir. A chamada, no valor de R$ 14,5 milhões, hoje atende mais de dez mil jovens agricultores familiares de 13 estados brasileiros e prevê a contratação dos serviços de Ater com o objetivo de fomentar projetos e dar visibilidade e acesso às políticas públicas para o jovem rural.
“Foi um marco para a juventude rural, que pensa e deseja coisas diferentes dos pais, por exemplo”, pontua Ana Carolina Silva, assessora especial para a Juventude do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). “Esses esforços são essenciais para a incentivar a permanência desse segmento no campo.” Consideram-se jovens rurais os filhos de agricultores familiares com idade entre 15 e 29 anos que estejam vinculados a uma unidade produtiva familiar. O MDA trabalha para reforçar uma série de políticas e programas que procuram consolidar a confiança no jovem rural, para que ele possa construir sua identidade e cidadania sem ter que deixar o campo.
Crédito
Foi também em 2012 que um dos principais programas que beneficiam a juventude rural, o Pronaf Jovem, teve uma importante modificação anunciada dentro do Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013: a ampliação do limite de R$ 12 mil para até R$ 15 mil por beneficiário. Outra boa notícia foi a possibilidade de acessar a linha de investimento por meio do Banco do Brasil. Com juros de 1% ao ano, o prazo de reembolso do crédito do Pronaf Jovem pode chegar até dez anos, com três de carência. “No âmbito do Plano Safra, a juventude entra com um recorte específico, o que é uma grande conquista”, afirma Ana Carolina.
Foi também em 2012 que um dos principais programas que beneficiam a juventude rural, o Pronaf Jovem, teve uma importante modificação anunciada dentro do Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013: a ampliação do limite de R$ 12 mil para até R$ 15 mil por beneficiário. Outra boa notícia foi a possibilidade de acessar a linha de investimento por meio do Banco do Brasil. Com juros de 1% ao ano, o prazo de reembolso do crédito do Pronaf Jovem pode chegar até dez anos, com três de carência. “No âmbito do Plano Safra, a juventude entra com um recorte específico, o que é uma grande conquista”, afirma Ana Carolina.
O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PCNF) também trouxe novidades no ano passado. Cerca de ⅓ dos agricultores que acessam o programa fazem parte do público jovem, inseridos no selo Nossa Primeira Terra, que passou a ser uma linha do programa. Desde a sua criação, o Nossa Primeira Terra já beneficiou quase 32 mil jovens, num investimento de R$ 863 milhões. O objetivo é dar ao jovem brasileiro a oportunidade de permanecer no meio rural e contribuir para o desenvolvimento local, em vez de migrar para as grandes cidades. São atendidos dentro da linha jovens até 28 anos que não sejam proprietários de terra, filhos de agricultores e estudantes de escolas agrotécnicas que desejem adquirir uma propriedade rural.
Pronacampo
Um dos principais motivos para o jovem deixar o campo é o acesso à educação. Por isso, uma das conquistas de 2012 foi o lançamento do Pronatec Campo, uma das linhas de ação adotadas pelo Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo), do Ministério da Educação, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Elevar a educação e qualificar a formação de jovens e adultos por meio da expansão, interiorização e democratização da oferta de cursos de educação profissional e tecnológica para a população brasileira são os principais objetivos do programa.
Um dos principais motivos para o jovem deixar o campo é o acesso à educação. Por isso, uma das conquistas de 2012 foi o lançamento do Pronatec Campo, uma das linhas de ação adotadas pelo Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo), do Ministério da Educação, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Elevar a educação e qualificar a formação de jovens e adultos por meio da expansão, interiorização e democratização da oferta de cursos de educação profissional e tecnológica para a população brasileira são os principais objetivos do programa.
Mais de 30 mil jovens e adultos da agricultura familiar estão sendo qualificados em cursos variados, como os de agente de desenvolvimento socioambiental, agente de desenvolvimento cooperativista, agricultor agroflorestal, agricultor familiar e agricultor orgânico, entre outros.
“No ano passado começamos um desenho interessante de criação de políticas públicas, principalmente voltadas para a permanência do jovem no campo”, observa Ana Carolina. “Aperfeiçoar essas ações e fortalecer os jovens, para que eles tenham cada vez mais acesso à terra, à educação, à cultura e ao esporte, é nosso desafio em 2013. O objetivo é fazer com que o jovem rural se aproprie dessas políticas, para que elas cheguem mais rápido na ponta”, afirma a assessora especial.
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