quarta-feira, 3 de abril de 2013

Jovens são chamados a participarem do 18º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes



 
Tatiana Félix
Jornalista da Adital
Adital
Surgido em 1947, o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes chega neste ano à sua 18ª edição. Desta vez, jovens de vários países se reunirão no Equador, de 7 a 13 de dezembro, para dar seguimento à luta contra o imperialismo, ditaduras, colonialismo e regimes anti-democráticos sob o lema "Juventude unida contra o imperialismo, pela paz, a solidariedade e as transformações sociais”. A estimativa é a de que cerca de 16 mil jovens participem do evento.
Estimulando os/as jovens a participarem do Festival exercendo sua militância na luta pelo progresso e pela justiça social, sobretudo neste momento ainda de crise econômica internacional, os organizadores chamam a "juventude mundial” para unir suas vozes contra o imperialismo, sistema que, segundo eles, destrói o meio ambiente, cria discriminações de classe, de raça e de gênero, gera pobreza, exploração e desemprego. O chamado também é pela luta ao direito trabalhista, pelo direito à educação gratuita e pública e contra as privatizações.
"Chamamos a juventude do mundo a expressar a sua solidariedade com os povos que estão lutando por sua liberdade contra a ocupação da Palestina, Saara Ocidental e muitos outros países. Chamamos a juventude a apoiar aos povos que escolheram seu próprio caminho de desenvolvimento e se veem ameaçados pelas forças imperialistas”, expressa o chamado, acrescentando que devido à crise, "os antagonismos interimperialistas criam crescentes tensões e perigos para que se intensifiquem os conflitos militares internacionais”.
O comunicado ressalta ainda que os/as jovens também sofrem com a ofensiva contra os direitos trabalhistas, a educação, saúde, o acesso à cultura e ao esporte, e afirma que a juventude e os movimentos estudantis têm resistido às agressões imperialistas. "A luta popular dos últimos anos demonstrou que o potencial de derrocar o imperialismo depende da determinação popular e da orientação da luta”. "Hoje mais do que nunca, é necessário para a juventude que sua luta seja identificada com a luta dos trabalhadores e dos povos, para intensificar a luta para derrubar o capitalismo e sua fase superior de desenvolvimento, o imperialismo e construir o mundo novo de paz, igualdade, solidariedade, amizade e transformação social revolucionária, onde a riqueza criada pelo trabalho dos povos pertença às pessoas e beneficie a suas necessidades”, ressalta.
Ícone da luta contra o imperialismo e árduo lutador pela integração da América Latina e Caribe, o falecido e revolucionário presidente da Venezuela Hugo Chávez Frías será homenageado durante o Festival deste ano, que homenageará também o equatoriano Eloy Alfaro e o fundador e primeiro presidente de Gana, Kwame Nkrumah.
A escolha do Equador como país anfitrião do Festival em 2013 levou em consideração a posição do governo liderado por Rafael Correa em promover um modelo de desenvolvimento com inclusão social, participação popular e adesão aos mecanismos de integração latino-americana. Essa será a quarta vez que o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes acontece na América Latina. Antes, o evento já havia sido realizado duas vezes em Cuba nos anos de 1978 e 1997, e na Venezuela, em 2005.
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